por evandro pontes
Acabo de ser informado que o Brasil não estava preparado para Ernesto Araújo, que se demitiu de sua função de Chanceler.

Desnecessário repetir aqui o que já disse alhures: o Ministro Araújo está dentre os maiores diplomatas da História do Brasil – recuperou a nossa tradição iniciada com Alexandre de Gusmão, Felisberto Caldeira Brant Pontes, o Marquês de Barbacena e o maior de todos, José Maria da Silva Paranhos Jr., o Barão do Rio Branco.

Outros como Varnhagen (o Visconde de Porto Seguro), o superior romancista João Guimarães Rosa (artífice com sua esposa, Dona Aracy, do salvamento de 17 famílias do nazismo, no evento conhecido como “Passaportes de Hamburgo”) e o erudito Horácio Lafer são exemplos de diplomatas e Chanceleres que também como Araújo, cometeram o “crime” de patriotismo.

Desde a nomeação do primo de Horácio, Celso, naquele primeiro governo Collor e depois ao final do governo FHC, o fenômeno que Gustavo Corção tanto exaltou, o patriotismo, o amor incondicional à Pátria, tornou-se um “crime diplomático”.

Celso Lafer abriu caminho para a criação de uma diplomacia integralmente servil ao globalismo e simpáticas a tiranias.

Daí em diante, Amorim, Patriota (ironia do destino o maior globalista de todos se chamar “Patriota”), José Serra e Aloysio Nunes (vulgo “motorista do Marighella”) construíram um Itamaraty antiamericanista e favorável a ditaduras islâmicas e tiranias socialistas. A postura do Brasil nos órgãos multilaterais passou a ser de um minion do globalismo.

Eis que toma assento no Itamaraty em 2019 um homem que olhou para o passado de nossos gigantes na diplomacia e com o seu esforço justo e honesto, apenas os imitou: associou-se a nações livres e democráticas como EUA, Israel, Chile, Itália e afastou-se de ditaduras e tiranias como Venezuela, Cuba, China, Coreia do Norte, Iêmen, Irã, Síria, Líbia e Egito.

Além disso, em seus discursos, além de colocar o Brasil a salvo de tiranias, ressalvava a importância da família e do respeito às religiões.

Araújo também foi um dos maiores defensores do direito de livre iniciativa. Esteve ao lado do produtor brasileiro e dos pequenos empresários em questões envolvendo globalização do comércio. E fez questão de colocar os interesses do Brasil e dos brasileiros acima do interesse de uma súcia de produtores rurais e de políticos do “centrão” ligados a essa sarna chamada “agronegócio”, cujo interesse central é agradar a ditadura chinesa e servi-la com mais afinco do que servem ao próprio Brasil.

É o mesmo público que deseja facilitar a venda de terras a estrangeiros implementando no Brasil quase que um retorno a “capitanias hereditárias”, mas que serão administradas por capitães do Partido Comunista Chinês.

A condução de Araújo durante a pandemia foi exemplar: buscou alternativas seguras (não só sob o ponto de vista clínico, mas também sob o ponto de vista político) para apresentar ao governo caminhos adequados de busca de imunizantes (as tais “vacinas”) e possíveis remédios.

Araújo teve a justa preocupação de impedir que essa “pandemia” fosse usada politicamente por nações estrangeiras a fim de desbaratar a nossa soberania e tornar o Brasil uma colônia de interesses de tiranias ateias. Seu justo e amplo trabalho diplomático com a Índia, com Israel e com os Estados Unidos foram alvo de uma campanha mentirosa e difamatória que visava apenas atender os interesses sob os sussurros de Heil Xi.

Araújo era, até a manhã desta segunda-feira, nossa última barreira para que o Brasil não se tornasse um amontoado de colônias da China. Deu esse sinal ao postar em sua conta de rede social, uma estrofe do Hino da Independência.

Lembremos: Dom Pedro I ofereceu sua vida pela nossa Independência para impedir que chefes de província respondessem diretamente às Cortes de Portugal. Dom Pedro I e Dona Leopoldina foram também particularmente duros em face de deputados brasileiros que integravam as Cortes e tinham por objetivo servir aos integrantes do Sinédrio e da Revolução Vintista, mantendo assim o bom relacionamento comercial entre esses representantes de fazendeiros e seus “clientes” em Lisboa, e contra, portanto, os interesses do Brasil. Essa gente queria um Brasil dependente e servil; Dom Pedro I deu a vida para que isso não acontecesse.

Menos de 200 anos depois do Crepúsculo desses fatos às margens do Rio Ipiranga, temos o Ministro Araújo se colocando na frente de Governadores, Deputados e Senadores para que estes simplesmente não respondam diretamente à China.

Em um conluio dessa gente com a mídia mainstream, a reputação de Ernesto Araújo foi fuzilada em plena praça pública, sob os olhares de desprezo dos “deputados da base”, hoje integralmente servis a um presidente da Câmara e a outro presidente do Senado que agem como office boys do parlamento chinês.

Sem a menor vergonha, entregam ao grande Ernesto Araújo o silêncio dos covardes e entreguistas.

Ernesto Araújo fez algo que não estava no script da novela globalista e das tiranias socialistas, em especial da China: fez do Brasil um gigante novamente; um gigante diplomático contra a tirania e o ateísmo. Isso enfureceu quem precisa ter o Brasil de joelhos para tiranias, para que o butim não deixe de ser irrigado na grande horta de soja que têm no quintalzão de Brasília.

Zombaram, escarneceram, vilipendiaram um pai de família que, dentre outras coisas, cometeu em pleno Século XXI o “crime” do patriotismo. E parece que foi para Araújo mesmo que Dom Pedro I teria musicado o verdadeiro Hino Nacional Brasileiro, que carrega esta estrofe:

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil!


 

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