por paulo eneas
O primeiro compromisso oficial do novo Ministro da Relações Exteriores, Carlos França, foi a participação em uma videoconferência com o Senador Irajá Abreu (PSD-TO), filho da senadora Katia Abreu (PSD-TO). Irajá Abreu é autor da lei que autoriza a compra de propriedades agrícolas brasileiras por estrangeiros, lei esta que atende a uma das prioridades do regime comunista chinês em relação ao Brasil.

Carlos França tomou posse nesta terça-feira (06/04) como novo chanceler brasileiro. Seu discurso de posse não distinguiu-se de um discurso que poderia ter sido feito por Celso Amorim, chanceler de Lula, ou de Aloysio Nunes, ex-chanceler do período de Michel Temer. Além disso, Carlos França foi elogiado pela Revista Crusoé/Antagonista e pelo deputado tucano Aécio Neves (PSDB-MG).

A mudança na chefia da chancelaria brasileira confirma o que havíamos antecipado quando da saída do chanceler Ernesto Araújo: um retrocesso na política externa soberana adotada até então pelo Governo Bolsonaro, que perdeu assim um dos pilares centrais do projeto soberanista conservador que o elegeu. Analisaremos o discurso de Carlos França em detalhes em artigo em separado.


 

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