por angelica ca e paulo eneas
Cerca de um ano após o início da pandemia no Brasil, as medidas restritivas draconianas tomadas por governadores e prefeitos a pretexto de conter o avanço do vírus chinês resultaram no aumento do desemprego e na consequente elevação do índice pobreza e miséria do país.

O risco de chegarmos a estes quadro desolador foi antecipado primeiramente pelo próprio Presidente Bolsonaro, e diversos artigo do Crítica Nacional alertaram ao longo desses meses para este fato: as medidas de restrição não apenas são ineficazes no combate à pandemia, como acentuam as condições para fragilização da população, tornando-a mais vulnerável ao vírus.

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (05/04) pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), realizada entre outubro e dezembro de 2020, revela que cerca de 116.8 milhões de pessoas não têm garantia de colocar alimento na mesa.

De acordo com a pesquisa, 20.5% da população brasileira (43.4 milhões) não contavam com alimentos em quantidade satisfatória e 9% da população (19.1 milhões), a maior taxa desde 2004, estavam passando fome no ano passado. A pesquisa baseou-se numa amostra feita em 2.180 domicílios nas cinco regiões do país, e foi realizada em áreas urbanas e rurais ao longo do mês de dezembro de 2020.

Além do aumento da fome e da pobreza, as taxas de desemprego também alcançaram níveis preocupantes, segundo aponta uma pesquisa divulgada pelo IBGE em março. A taxa de desemprego ficou em 13.5%, a maior desde 1993, segundo levantamento da consultoria iDados.

No ano de 2020, o número de brasileiros em busca de uma vaga de emprego chegou à média de 13.4 milhões, o que representa 840 mil pessoas a mais do que o observado em 2019, e corresponde à maior marca da série histórica da Pnad.

Ao longo da daquele ano, um total de 7.3 milhões de pessoas perderam o emprego no país, com a população ocupada chegando a 86.1 milhões, o menor número da série. Pela primeira vez na história, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país.

Esse quadro desalentador mostrando uma deterioração econômica e social do país resultou diretamente das medidas impostas por governadores e prefeitos que, amparados por decisões judiciais, tomaram para si a prerrogativa de definir medidas de combate à pandemia, ficando o Governo Federal impedido de agir da maneira como deveria.

Estas medidas tomadas por governadores e prefeitos produziram danos sem precedentes a toda à população brasileira: geraram desemprego e fome, deterioração social e das condições de saúde, e tiveram impacto zero na mitigação da pandemia, que alastrou-se ceifando a vida de milhares.

Tratou-se de um crime sem precedentes, empreendido por governadores e prefeitos que literalmente destruíram o decido social brasileiro. Informações de Extra, Revista Oeste e Poder 360.


 

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