por angelica ca e paulo eneas
O Chile é um dos países que mais rapidamente avançou em todo o mundo na vacinação de sua população contra a covid, razão pela qual muitos analistas e principalmente a grande imprensa considera o processo chileno de imunização um dos mais bem-sucedidos. O país é o terceiro do mundo com a maior porcentagem de população vacinada, segundo dados da Universidade de Oxford, ficando atrás apenas de Israel e Emirados Árabes Unidos.

Até o início desta semana, o país já havia administrado 32.92 doses por 100 habitantes, segundo mostra ferramenta da agência Bloomberg que monitora a taxa de vacinação em todo o mundo. Esses dados colocam o Chile à frente dos Estados Unidos, onde foram aplicadas 30.46 doses por 100 habitantes, e à frente de países da União Europeia, como a Alemanha, que administrou 10.49 doses por 100 pessoas.

A despeito desta vacinação em massa em larga escala, ou por causa dela segundo entendimento de uma corrente de médicos e especialistas, a propagação do vírus chinês aumenta e os casos de infecção se multiplicam no Chile.

As autoridades sanitárias chilenas anunciaram nesta terça-feira (06/04) que mais de 7 milhões de habitantes já foram vacinados com pelo menos uma dose, o que corresponde a mais de um terço de sua população. Apesar disso, a taxa de resultados positivos dos testes de PCR subiu para 14% no dia seguinte ao anúncio.

Ainda segundo as autoridades chilenas, de um total de 35.604 testes de PCR realizados nos últimos dias resultou um alto índice nacional de positividade: o número de infecções por covid detectadas correspondeu a 13.9% das pessoas testadas por PCR, o que corresponde a uma das maiores taxas desde o primeiro grande pico da crise epidêmica vivida em julho.

Segundo informa a imprensa chilena, quase 45% da população já foi inoculada com pelo menos uma dose de imunizante e mais de 20% com duas doses. A maioria das pessoas vacinadas recebeu a vacina chinesa Coronavac, produzida pela China, de onde o Chile já recebeu mais de 12 milhões de doses.

Apesar desse esforço de vacinação, ou possivelmente em decorrência dele conforme muitos médicos suspeitam, o país vive há duas semanas os momentos mais críticos da pandemia do vírus chinês: uma segunda onda viral se agravou em março e tem colocado pressão sobre o sistema hospitalar, que tem mais 95% dos leitos de UTI ocupados.

No início desta semana, o país já havia registrado 5.164 infecções e 57 novos óbitos, o que deixa o saldo total em mais de 1 milhão de casos e 23.734 óbitos.  Desde o início do processo de inoculação em massa contra covid iniciada no final de dezembro, o país sul-americano com aproximadamente 19 milhões de habitantes, vacinou 37% da população. Informações de Agora Noticias, Univision e El Comercio.


 

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