por angelica ca e paulo eneas
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, o equivalente chinês ao CDC norte-americano, reconheceu publicamente pela primeira vez neste sábado (10/03) a baixa eficácia da Coronavac, a vacina contra o vírus chinês produzida pela Sinopharm, umas principais empresa farmacêuticas estatais chinesas, juntamente com a Sinovac.

A informação sobre o reconhecimento pelos próprios chineses da baixa eficácia da coronavac foi divulgada pelo New York Post, pela Fox21 News, e pelo The Washington Post neste final de semana. A coronavac é a vacina mais largamente usada no Brasil e foi trazida ao país pelo tucano João Doria, que instrumentalizou o conceituado Instituto Butantan para esta finalidade.

As vacinas chinesas “não têm taxas de proteção muito altas”, afirmou o diretor dos Centros de Controle de Doenças da China, Gao Fu, uma das principais autoridades sanitárias chinesas, em uma entrevista no sábado na cidade de Chengdu, no sudoeste do país.

Ele também afirmou que as autoridades de Pequim estão considerando misturar doses de diferentes vacinas para torná-las mais efetivas. “Agora está sob consideração formal se devemos usar vacinas diferentes de linhas técnicas diferentes para o processo de imunização”, disse Gao.

Cerca de 34 milhões pessoas na China haviam recebido duas doses desta vacina até o início do mês de abril. Outras 65 milhões haviam recebido apenas uma dose, segundo informa o diretor do CDC Chines, Gao Fu.

As vacinas produzidas pela Sinovac, uma empresa privada, e pela Sinopharm, uma empresa estatal, compõem a maioria das vacinas chinesas distribuídas para diversos países, incluindo México, Turquia, Indonésia, Hungria, Chile e principalmente para o Brasil, conforme o Crítica Nacional mostrou em artigo na semana passada que pode ser visto neste link aqui.

Em meados de janeiro deste ano, o governo paulista anunciou durante uma entrevista coletiva que a eficácia global da vacina chinesa, produzida pelo laboratório chinês Sinovac e envasada pelo Instituto Butantan, era de apenas de 50.38%, o que por si só justificaria um pedido de impeachment do governador tucano João Doria, conforme mostramos em outro artigo que pode ser lido neste link aqui:

“Segundo o anúncio feito na coletiva, a eficácia da vacina para os casos moderados, leves ou graves seria de 78%, e para os casos graves seria de 100%. Ocorre que este último número foi obtido a partir do resultado de 7 (sete) pacientes entre treze mil voluntários do grupo de placebo, e existem questionamento quanto à precisão desta inferência estatística”.

O programa de vacinas da China tem enfrentado críticas de autoridades de saúde norte-americanas, que acusam Pequim de usar doações das vacinas das duas empresas para fins de diplomacia comercial em todo o mundo. Os americanos também acusam os chineses de divulgar informações falsas sobre a eficácia de seus imunizantes, ao mesmo tempo em que depreciam as vacinas produzidos pelo processo de mRNA, incluindo aquelas produzidas por Pfizer e Moderna.

O Partido Comunista Chinês tem exportado sua coronavac de baixa eficácia para alguns países, sendo o Brasil o principal destinatário. Mas ao mesmo tempo, Pequim ainda não aprovou nenhuma vacina estrangeira para uso em território chinês, onde o coronavírus surgiu no final de 2019. Informações de New York Post, Fox 21 News, The Washington Post, e Herald Scotland.


 

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