por dr. alessandro loiola
Os cuidados e a atenção que devemos ter com as vacinas desenvolvidas para combater o SARS-CoV2 decorrem de potenciais problemas desconhecidos que podem estar associados a estas vacinas.

Uma dessas preocupações diz respeito ao risco de produção de Anticorpos Intensificadores da Doença (AID). Por exemplo: há alguns anos, estudos clínicos realizados em crianças imunizadas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) mostrou que a vacina aumenta o risco para formas mais graves da doença – e as crianças vacinadas apresentaram uma incidência maior de morte por pneumonia associada ao VSR que as crianças não vacinadas. Isto resultou na suspensão dos testes.

Uma das primeiras versões da vacina contra sarampo foi produzida inativando-se o vírus do sarampo utilizando formaldeído. As crianças vacinadas não apenas não desenvolveram uma imunidade suficiente contra a doença como também apresentaram uma maior incidência de pneumonia atípica associada ao vírus.

Finalmente, em 2016, tivemos a vacina contra o vírus da Dengue. A vacina foi administrada em 800 mil crianças nas Filipinas e 14 delas morreram após contrair Dengue.

Nos três casos citados acima, o problema foi identificado no potencial das vacinas em induzir a formação de Anticorpos Intensificadores da Doença (AID)(1) (6).

Além dos Anticorpos Intensificadores da Doença (AID) e do risco de aumento de manifestações patogênicas aberrantes – algo que já foi documentado para vacinas contra vários tipos de vírus – existe a questão de que algumas vacinas podem, na verdade, aumentar a susceptibilidade para certas infecções virais.

Especificamente, este revés tem representado um grande obstáculo no desenvolvimento de vacinas contra vírus das famílias flavi, paramyxo e corona, e também está na raiz da dificuldade do desenvolvimento de vacinas contra HIV (2).

Até aqui, não sabemos ao certo se as vacinas contra SARS-CoV2 estão associadas ao aumento da susceptibilidade à infecção, ao aumento do risco de Anticorpos Intensificadores da Doença (AID) e de manifestações clínicas mais graves da Covid19.

Igualmente, não sabemos exatamente os efeitos que estas vacinas – e em especial as vacinas utilizando tecnologia de vírus vivos atenuados ou inativados – podem ter em pessoas que tiveram contato prévio com o SARS-CoV2. É imprescindível que todos os cuidados sejam tomados para que as campanhas de imunização não piorem o quadro da pandemia, acrescentando perigos desconhecidos à população já vulnerável à doença (3) (4) (5).

Vale observar que as vacinas atualmente em uso contra o SARS-CoV2 são consideradas experimentais, o que significa que muitos de seus efeitos colaterais serão conhecidos apenas após a aplicação de milhões de doses – e alguns desses efeitos podem ser potencialmente graves, levando à suspensão dessas vacinas.

Recentemente, alguns imunizantes contra o SARS-CoV2 autorizados para emprego em campanhas de vacinação em massa apresentaram associação com fenômenos trombóticos, levando à sua suspensão em vários países. Por exemplo:

Em 14 de abril de 2021, a vacina da AstraZenca/Oxford foi suspensa indefinidamente na Dinamarca (7), e sua aplicação também foi interrompida na Noruega, Islândia, Canadá e Holanda(8) (9) (10). A vacina da Johnson & Johnson teve sua aplicação suspensa nos EUA e na África do Sul (11) (12).

A soma destes eventos e dos riscos fisiopatológicos potencialmente envolvidos, além do caráter inédito de vacinas produzidas em tão pouco tempo e, algumas delas, com tecnologias inovadoras jamais testadas em tão ampla escala, torna imprescindível que os gestores ajam com cautela, dedicação e atenção redobrada.

O acompanhamento e o registro minucioso das campanhas, e a apreciação prudente dos efeitos dos imunizantes contra o Covid-19, são mandatórios para evitar que a pandemia recrudesça com fardos adicionais sobre a saúde da população.

Referências:

(1) https://www.chop.edu/centers-programs/vaccine-education-center/vaccine-safety/antibody-dependent-enhancement-and-vaccines

(2) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7131326/

(3) https://www.the-scientist.com/news-opinion/covid-19-vaccine-researchers-mindful-of-immune-enhancement-67576

(4) https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33123165/

(5) https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32397218/

(6) https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11587806/

(7) https://www.dw.com/en/coronavirus-digest-denmark-halts-astrazeneca-vaccination-indefinitely/a-57189908

(8) https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-denmark-idUSKBN2B319K

(9) https://www.theguardian.com/world/2021/mar/30/canada-suspends-use-of-astrazeneca-covid-vaccine-for-those-under-55

(10) https://www.politico.eu/article/the-netherlands-suspends-use-of-astrazeneca-vaccine-for-under-60s/

(11) https://www.enca.com/news/sa-suspends-jj-vaccine-rollout-over-blood-clot-concerns

(12) https://www.bmj.com/content/373/bmj.n970


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE