por angelica ca e paulo eneas
O empresário dos meios de comunicação pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai, foi condenado pelo Partido Comunista Chinês a catorze meses de prisão nesta sexta-feira (16/04) devido ao seu apoio dado a duas das maiores manifestações a favor da democracia em Hong Kong ocorridas no ano de 2019.

Jimmy Lai está na prisão desde dezembro do ano passado, depois de ter sido negada a fiança em um julgamento no qual ele é acusado de supostos crimes contra a segurança nacional. O empresário enfrenta outras seis acusações, duas das quais baseadas na nova Lei de Segurança Nacional de Hong Kong, imposta pela ditadura comunista chinesa. Estas acusações poderão resultar em prisão perpétua.

A Lei de Segurança Nacional de Hong Kong, imposta pela ditadura comunista chinesa, criminaliza atos considerados de secessão e de subversão. No início deste mês, Pequim reformulou as regras eleitorais do território de Hong Kong para garantir mais lealdade do governo da ilha ao regime comunista chinês.

Durante a audiência de sentença, a juíza Amanda Woodcock afirmou que os réus “desafiaram deliberadamente a lei” e que os protestos não autorizados representavam “um desafio direto à autoridade da polícia e, portanto, à lei e à ordem”.

No início desta semana, o jornal Apple Daily, de propriedade de Jimmy Lai, publicou uma carta escrita à mão por ele, enviada da prisão, em que ele dizia: “É nossa responsabilidade como jornalistas buscar a justiça”. Informações de Diário de Notícias, BBC  e Business Insider.


 

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