por paulo eneas
O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Secom, o publicitário Fábio Wajngarten, concedeu entrevista à Revista Veja esta semana relatando sua participação no episódio envolvendo a oferta de vacinas contra a covid feita pela companhia farmacêutica Pfizer ao Brasil ainda no ano passado. A compra não foi efetivada naquele momento, e Fábio Wajngarten esclareceu as razões.

Ao contrário da maneira pela qual a entrevista foi recebida e percebida por uma parcela dos apoiadores, o relato de Fábio Wajngarten é uma defesa do Presidente Bolsonaro diante da narrativa mentirosa que vem sendo feita pela grande imprensa, que procura responsabilizar diretamente o presidente pelo fato de não ter havido a compra das referidas vacinas no ano passado.

Segundo Fábio Wajngarten, a Pfizer fez uma oferta de venda de sua vacina contra a covid ao Brasil por meio de carta enviada ao Ministério da Saúde e não obteve resposta. Informado a respeito por um empresário do setor de comunicações, Fábio Wajngarten entrou em contato com a empresa  e levou a questão ao Presidente da República, que o autorizou a dar andamento às conversações com a empresa.

Ainda segundo o ex-chefe da Secom, o primeiro contato formal entra a Pfizer e a cúpula do governo se deu por meio de uma conversa telefônica entre o CEO da empresa e ele próprio no gabinete do presidente. Estava presente naquele momento o ministro da Economia, Paulo Guedes, que também conversou com o diretor da empresa.

O ex-chefe da Secom enfatiza que a posição do presidente era de adquirir qualquer vacina, desde que aprovada pela Anvisa. Fábio Wajngarten afirma também que foram dados encaminhamentos nas tratativas com a Pfizer, especialmente nas chamadas cláusulas leoninas propostas pela empresa, cláusulas estas que esbarravam em normais legais brasileiras vigentes naquele momento. Se o contrato houvesse sido firmado entre setembro e outubro, as vacinas estariam disponíveis no final do ano.

Além da ineficiência das equipes e da burocracia do Ministério da Saúde apontadas pelo ex-secretário Fábio Wajngarten, o Crítica Nacional apurou que o contrato não foi viabilizado à época por conta da restrições legais vigentes naquele ano, restrições estas que somente poderiam levantadas por via legislativa, o que seria impossível naquele momento com um Congresso comandado por Rodrigo Maia. Estas restrições legais foram removidas somente em março deste ano, com mudanças feitas pelo Congresso Nacional.

Ao contrário da percepção inicial equivocada causada junto a uma parcela dos apoiadores do governo, uma análise detida da entrevista mostra que Fábio Wajngarten procurou antecipar-se na defesa do Presidente da República. Uma defesa que procurou desfazer a narrativa mentirosa criada pelos inimigos do governo e pela grande imprensa segundo a qual o presidente teria tido uma postura “negacionista” em relação à pandemia.

A crítica que está sendo feita a Fábio Wajngarten por ter dado a entrevista para um veículo como a Revista Veja não se fundamenta. Pois são justamente veículos como a Veja e outros semelhantes que reproduzem a narrativa hostil ao presidente em torno desse episódio, narrativa esta de Fábio Wajngarten procurou desmontar usando um destes mesmos veículos.

Por fim, querer equiparar a atitude de Fábio Wajngarten à conduta de traidores explícitos que saíram do governo, como Santos Cruz, Sérgio Moro, Rêgo Barros, o falecido Gustavo Bebbiano e outros é completo despropósito. Estes traidores mencionados saíram do governo, alinharam-se a tucanos, tornaram-se habitués de veículos inimigos do governo, como O Antagonista e outros, para atacar e combater o Presidente Bolsonaro.

Por outro lado, conservadores como Fábio Wajngarten e Abraham Weintraub saíram do governo e permaneceram e permanecem leais ao Presidente Bolsonaro. Ao conceder a entrevista à Revista Veja para esclarecer o episódio das vacinas da Pfizer, Fábio Wajngarten demonstrou antes de mais nada sua lealdade ao presidente e seu compromisso com a verdade.


 

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