angelica ca e paulo eneas
A Suécia foi amplamente criticada pela grande mídia internacional por não adotar de maneira rígida as medidas de restrições, bloqueios e lockdowns destinadas supostamente a combater o vírus chinês. Estas medidas, adotadas em quase todos os países do Ocidente, levaram a economia global a um caos e não impediram que as populações destes países sofressem com a pandemia.

O governo da Suécia não seguiu a receita imposta pelo establishment midiático internacional, e os dados recentes mostram que agiu corretamente. No ano de 2020 a Suécia surge como o país com a menor taxa de mortalidade geral quando comparada com os demais países europeus. A informação foi divulgada no final de março pela Agência Reuters.

Segundo a Reuters, dados preliminares da Agência de Estatísticas da União Europeia, a Eurostat, mostram que a Suécia teve um aumento de 7.7% no número de mortes em 2020 em relação à média do número de óbitos nos quatro anos anteriores. Por sua vez, países que optaram pela insanidade dos bloqueios rígidos e lockdowns, como Espanha e Bélgica,  apresentaram a chamada sobremortalidade de 18.1% e 16.2%, respectivamente, maiores do que a da Suécia.

Ainda segundo o levantamento da Reuters, vinte e um dos trinta países com estatísticas disponíveis tiveram maior sobremortalidade do que a Suécia. Relatórios de abril mostraram que, apesar das críticas generalizadas por não adotar o isolamento total, a disseminação do vírus chinês na Suécia havia alcançado naquele país o que o Dr. Anders Tegnell, principal epidemiologista sueco, descreveu como um platô de disseminação.

O epidemiologista Anders Tegnell afirmou à Reuters que acredita que os dados levantam dúvidas sobre o uso de bloqueios: “Acho que as pessoas provavelmente pensarão com muito cuidado sobre essas paralisações totais, sobre se elas realmente foram boas [para combater o vírus]”, disse ele.

“Eles [os bloqueios e lockdowns] podem ter surtido efeito a curto prazo, mas quando você olha para isso durante a pandemia, você fica cada vez mais em dúvida”, afirmou Tegnell. O epidemiologista recebeu ameaças de morte por ter adotado um posicionamento contrário a lockdowns e paralisação das atividades econômicas.

A Suécia adotou medidas de bloqueio menos rígidas e manteve escolas, bares, restaurantes, academias e lojas amplamente abertas. Esta abordagem possibilitou, entre outros, que fossem evitados os danos colaterais associados aos fechamentos, incluindo dificuldades financeiras, aumento no número de suicídios, depressão por isolamento social, abuso de álcool e drogas e outras consequências adversas para a saúde pública. Informações de The Independent, Bloomberg e Agência Reuters.


 

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