por angelica ca e paulo eneas
Os senadores Jorginho Mello (PL-SC), Marcos Rogério (DEM-RO) e Eduardo Girão (Podemos-CE) protocolaram nesta terça-feira (27/04) um mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a designação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19.

O senador Renan Calheiros foi indicado como relator pelo presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD/AM). A indicação foi feita a despeito de decisão de juiz de primeira instância que concedeu liminar impedindo a indicação. Antes mesmo de a liminar ser derrubada por instância superior, o próprio presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) havia afirmado que a decisão judicial não seria acatada.

No mandato de segurança impetrado junto ao Supremo Tribunal Federal, os três senadores pedem que a corte impeça a participação de Renan Calheiros na CPI da Covid pelo fato de o senador alagoano possuir “vínculo de sangue com potenciais investigados que possam fazer parte da CPI”, não estando, portanto, apto a desempenhar a função de relator.

O senador Renan Calheiros é pai do governador de Alagoas, Renan Filho. A petição também cita o senador Jader Barbalho (MDB-PA), que é um dos suplentes da CPI e pai do governador do Pará, Helder Barbalho.

O mandado de segurança seguirá agora para um dos ministros da Corte, que analisará o pedido e posteriormente enviará a decisão para o plenário. Vale lembrar que o ajuizamento do mandado de segurança não suspende o andamento dos trabalhos da CPI da Covid. Informações de Correio do Povo  e Revista Oeste.


 

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