por paulo eneas
O depoimento do ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, na CPI da Covid do Senado Federal nesta quarta-feira (05/05) revela um aspecto importante e ao mesmo tempo contraditório do Ministério da Saúde no contexto da pandemia do vírus chinês, especialmente no que diz respeito ao negacionismo de seus titulares diante das evidências empíricas.

Nelson Teich afirmou que saiu do governo por discordar da intenção do presidente de assegurar à população o tratamento precoce da covid com medicamentos de uso off-label que já vinham sendo, e têm sido usados, em todo o mundo no tratamento desta doença em seu estágio inicial. Em sua fala, o ex-ministro reduziu esta abordagem a uma menção específica ao protocolo com cloroquina.

A fala do ministro revela, portanto, o compromisso que o Presidente Bolsonaro sempre manteve com o tratamento precoce da covid, conforme é defendido por uma parcela expressiva da classe médica brasileira que entende que a covid, assim como qualquer outra doença, deve ser tratada em seus estágios iniciais.

Ainda que este tratamento seja feito por meio de medicamentos que não tenham sido desenvolvidos especificamente para aquela doença, mas por meio de fármacos que apresentam evidência empírica de sua eficácia contra a covid, como é o caso da hidroxicloroquina, ivermectina e outros.

Negar a validade científica da evidência empírica reprodutível (e é disso que se trata quando falamos de pessoas que são curadas da covid por meio de tratamento medicamentoso na modalidade off label) constitui-se, isto sim, no negacionismo na sua forma mais bruta. E é exatamente isto o faz que uma parcela da classe médica, incluindo o Dr. Nelson Teich.

Esta postura de negacionismo diante das evidências empíricas, adotada por parte dos médicos a partir de uma de uma intepretação quase ideológica do método científico, passou a ser replicada por militantes de redações e estúdios da grande imprensa, e também por parte da classe política, especialmente os comunistas. O efeito desta combinação poderosa e geradora de desinformação foi desastroso:

Milhares de pessoas morreram de covid no Brasil não por que “faltaram vacinas” ou porque não fizeram isolamento social ou por que não usaram máscaras. Morreram por conta do negacionismo diante das evidências empíricas. Morreram por que lhes foi negado o tratamento precoce no início da doença, quando já se sabia e se sabe que este tratamento apresenta evidência empírica de sua eficácia. Morreram por que um preceito básico milenar da medicina foi ignorado em nome de uma ideologia e de interesses escusos.

O segundo aspecto do depoimento do Dr. Nelson Teich é de natureza política. Desde o início da pandemia já era pública e notória a posição correta adota pelo Presidente Bolsonaro na defesa do tratamento precoce. O Dr. Nelson Teich obviamente estava ciente disso. Assim sendo, por que ele então aceitou ser ministro, sabendo que a orientação do presidente era e é contrária ao que ele pensa?

Se o Dr. Nelson Teich entende que “prescrever cloroquina é um erro”, contrariando toda a montanha de evidências médicas já existentes no mundo todo, o que esperava ele então fazer no Ministério da Saúde? Fazer o que julgasse ser mais conveniente e ignorar as diretrizes da Presidência da República? Deixamos aqui o espaço aberto ao Dr. Nelson Teich para responder a estes questionamentos.

Por outro lado, cabe também questionar a atuação da equipe de assessoramento mais próxima do Presidente da República: por que o Dr. Nelson Teich não foi previamente sabatinado da maneira devida de modo a municiar o presidente com a visão que o então postulante à chefia do Ministério da Saúde tinha e tem a respeito do tratamento precoce?

Este erro da assessoria custou ao presidente o desgaste de ter que exonerar um Ministro da Saúde em meio a uma pandemia menos de trinta dias após sua nomeação para o cargo.

De resto, o depoimento do Dr. Nelson Teich na CPI da Covid no Senado Federal apenas evidencia que ele foi o homem errado, no lugar errado e na hora errada. Pois todo seu depoimento sintetiza o conjunto de visões erradas que prevaleceram durante a pandemia, e que resultaram no saldo trágico de milhares de mortes.

Leia também:
1) Saída de Eduardo Pazuello: Governo Terá A Chance de Implementar Tratamento Precoce e Preventivo

2) Faltam Leitos de UTI em Todo o País: Onde Está O Dinheiro Repassado Pelo Governo Federal?

3) A Prioridade Nacional É Revogar a Lei 13.979 do Coronavírus: O Cavalo de Troia da Pandemia

4) Carta do Brasil: Entidades Enviam Carta Aberta ao Presidente da República Com Importantes Diretrizes Sobre Pandemia


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE