por angelica ca
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (18/05) que irão oferecer uma terceira dose da vacina contra o coronavírus da Sinopharm, produzida por empresa estatal do regime comunista chinês, para pessoas que já receberam duas doses. A recomendação virá em decorrência das baixas taxas de proteção registradas da vacina produzida pelos chineses.

Por sua vez, o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da Organização Mundial de Saúde recomenda apenas duas doses do produto da Sinopharm no site oficial da entidade, mostrando mais uma vez o quanto as recomendações da OMS são contraditórias e incertas e que não devem, portanto, ser levadas em consideração pelos países, ao menos no que diz respeito à pandemia do vírus chinês.

O China National Pharmaceutical Group, o laboratório estatal chinês que produz o Sinopharm, ainda não publicou em revistas científicas os dados clínicos de estágio avançado sobre a eficácia e segurança de sua vacina, mesmo tendo passado meio ano após o início da produção do imunizante. Esta ausência de dados levanta incertezas sobre a eficácia real da vacina produzida pelo regime chinês.

Apesar de não cumprir os prazos estipulados para estudo e publicação, a estatal chinesa valeu-se da relação promíscua que existe entre o regime chinês a Organização Mundial da Saúde e conseguiu obter autorização para uso emergencial de sua vacina experimental. A autorização foi dada no dia 7 de maio deste ano.

A Organização Mundial da Saúde concedeu a aprovação de emergência da vacina Sinopharm no início deste mês, preparando assim o caminho para milhões de doses chegarem a vários países por meio do programa de vacinas Covax Facility, apoiado pelas Nações Unidas.

Os Emirados Árabes Unidos tornaram-se o primeiro país no mundo a fabricar sua própria versão local da vacina Sinopharm. Vários outros governos, incluindo Hungria, Paquistão, Sérvia e Ilhas Seychelles, uma nação insular no Oceano Índico junto à costa africana, já administram o Sinopharm.

No caso das Ilhas Seychelles, cerca de dois terços de seus cidadãos foram vacinados em sua quase totalidade com este mesmo imunizante chinês Sinopharm. Isto não impediu que ocorresse um aumento de casos de covid na ilha no final de abril, como mostramos na matéria Novo Surto de Covid Atinge País Africano Com Mais da Metade da População Vacinada publicada no início de maio. Informações de SCMP | BlesMundo | CNBC.


 

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