por paulo eneas
O partido esquerdista PSOL cogita impôs uma condição para apoiar uma possível candidatura do chefe petista Lula nas eleições presidenciais do ano que vem: o compromisso de revogar a lei do teto de gastos, um dos instrumentos mais importantes criado nos últimos anos para conter a espiral de crescimento da dívida pública.

O teto de gastos é um limite imposto por lei ao aumento dos de gastos públicos e foi criado em 2016 como um dos instrumentos para controlar a dívida pública. Com limite imposto, o Orçamento Federal em um ano não pode ser superior ao orçamento do ano anterior, podendo no máximo ser corrigido pela inflação anual correspondente.

Na hipótese de algum governante assumir com o compromisso de banir o teto de gastos, isso significará na prática que tal governante não terá compromisso algum com o controle da dívida pública, o que trará consequência desastrosas para a economia do país, a começar pelo aumento na taxa de juros, que precisará ser maior para viabilizar o financiamento dos gastos públicos crescentes.

O aumento dos juros irá direcionar a já reduzida poupança nacional para o setor financeiro, uma vez que se tornará mais atrativo emprestar dinheiro ao governo a juros elevados do que direcionar os recursos para o setor produtivo, que gera riqueza e empregos. Consequentemente, teremos retração econômica e desemprego, além de queda de arrecadação.

Ou seja, a proposta do PSOL é fórmula perfeita para destruir a economia do país. É a repetição em linhas gerais do que vem sendo feito na Argentina, governada pelo esquerdista Alberto Fernandez, da mesma linha ideológica abraçada pelo PSOL, onde mais de um terço da população está abaixo da linha da pobreza.

Se a hipotética volta dos petistas à Presidência da República com Lula representaria um desastre para o país, esta volta com o apoio do PSOL nas condições impostas por este partido representaria acrescentar mais desgraça ao desastre anunciado.

A hipotética vitória de uma aliança PT e PSOL nas eleições do ano que vem seria uma desgraça associada a uma tragédia já anunciada, pois em todo o país onde a esquerda chega ao poder assistimos exatamente isso. Basta ver os exemplos da Venezuela e da Argentina. Colaboração de Camila Abdo.


 

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