por angelica ca e paulo eneas
Um novo estudo conduzido pela Universidade de Louisville usando dados dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos descobriu que 80% dos estados americanos que exigiram o uso de máscaras durante a pandemia de Covid-19 provavelmente não conseguiram impedir a disseminação do vírus. O estudo pode ser visto na íntegra no website medRxiv neste link aqui.

O estudo foi liderado pelo seu autor principal, Damian D. Guerra, professor assistente de biologia na Universidade de Louisville, e teve como coautor Daniel J. Guerra, do VerEvMed. A investigação também descobriu que “as obrigações impostas para o uso de máscara não estão associados a uma disseminação menor de SARS-CoV-2 entre os estados dos EUA”.

O estudo afirma que o crescimento máximo de casos de Covid-19 foi o mesmo naqueles estados norte-americanos onde o uso de máscaras tornou-se obrigatório desde o início da pandemia, naqueles estados que adotaram esta medida posteriormente, e naqueles estados que não adotaram esta obrigatoriedade.

Nas conclusões preliminares do estudo, os pesquisadores afirmam que a obrigatoriedade do uso de máscaras não foi capaz de gerar uma propagação mais lenta do coronavírus, seja nas situações em que a taxa de transmissão em uma dada comunidade encontrava-se alta ou baixa.

Embora o estudo ainda não tenha sido revisado por pares, a pesquisa revelou que durante os períodos de baixa transmissão, o uso de máscara, definido como “a porcentagem de pessoas que sempre usam máscaras em ambientes públicos”, foi associado a uma propagação mais lenta do vírus. No entanto, durante os períodos de alta transmissão, as máscaras não parecem desempenhar um papel significativo no controle da disseminação.

Os pesquisadores compararam o crescimento de casos do vírus chinês nos 33 estados que adotaram obrigatoriedade do uso de máscaras por meio de leis que entraram em vigor até do dia 2 de agosto do ano passado, com aqueles estados que implementaram a obrigatoriedade do uso de máscara após essa data. Para testar essa hipótese, os dados foram comparados com aqueles estados que não adotaram tal obrigatoriedade.

Os pesquisadores descreveram várias desvantagens de usar uma máscara. Entre estas desvantagens está a alcalinização facial provocada pelo uso prolongado da máscara por mais de quatro horas por dia, o que também provoca a desidratação. Esta, por sua vez, pode aumentar a quebra da barreira e o risco de infecção bacteriana.

O uso da máscara foi capaz de prevenir uma aumento minúsculo de contágios durante os períodos de baixa transmissão, mas não nos períodos de alta transmissão. Os pesquisadores também afirmam que o uso de máscara não impediu o crescimento de casos de covid no verão 2020 em estados fora da região nordeste norte-americana, nem foi capaz de impedir o crescimento no número de casos no inverno de 2020 em todos os estados. Informações de Daily Wire | Becker News | BlesMundo.


 

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