por camila abdo e paulo eneas
Um grupo de seis médicos de diferentes estados ingressou no dia 2 de junho com uma representação no Conselho Federal de Medicina contra o senador Otto Alencar (PSD-BA), integrante da CPI da Covid no Senado Federal. O médicos denunciantes são de Natal (RN), São Paulo (SP), Manaus (AM) e Uberlândia (MG).

Os médicos acusam Otto Alencar de diversas infrações do código de ética médica, além de descrevê-lo como sendo supostamente um falso ortopedista, conforme está no texto do documento da denúncia, que pode ser visto neste link aqui. Neste documento, na página 4, os denunciantes afirmam:

Ao se anunciar publicamente como médico ortopedista, sem o devido registro no Conselho Regional de Medicina da Bahia, observamos o descumprimento do artigo 114 do Código de Ética Médica, que veda o médico de “anunciar títulos científicos que não possa comprovar e especialidade ou área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado no Conselho Regional de Medicina” (…)

Otto Alencar apresenta-se publicamente como médico ortopedista. Na representação protocolada no Conselho Federal de Medicina, Otto Alencar é acusado de não possuir registro profissional para exercer atividade de médico.

A representação também acusa Otto Alencar de ferir vários dispositivos do Código de Ética Médica por conta da maneira agressiva e violenta pela qual ele tratou a Dra. Nise Yamaguchi durante o depoimento da médica na CPI da Covid na semana passada.

A conduta de Otto Alencar durante o depoimento da Dra. Nise Yamaguchi na comissão, insultando-a e não permitindo a ela responder as perguntas, causou repulsa e indignação. O grupo Médicos Pela Vida publicou uma nota de repúdio e em defesa da médica, que pode vista neste link aqui.


 

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