por camila abdo e paulo eneas
O Relator da CPI da Covid no Senado Federal, senador Renan Calheiros (MDB-AL), decidiu reconvocar testemunhas que já prestaram depoimentos à comissão, inclusive aqueles que compareceram espontaneamente como convidados, para deporem novamente como investigados. A decisão foi tomada na última sexta-feira (11/06).

Renan Calheiros afirmou que o comparecimento inicial dos depoentes à comissão sob a condição de testemunhas foi o que o senador chamou de questão de estratégia. No entanto, segundo Renan Calheiros, “a partir de agora nós vamos, com relação a algumas pessoas que por aqui já passaram, tirá-las da condição de testemunha e colocá-las definitivamente na condição de investigados para, com isso, demonstrar a fase seguinte do aprofundamento da nossa investigação”.

O senador não deixou claro que critérios serão empregados para definir que determinada pessoa passe a ser investigada pela CPI da Covid. Em condições normais, uma pessoa é investigada quando há indícios de cometimento de alguma ilicitude. No entanto, a fala do senador deu a entender que pessoas passarão a ser investigadas arbitrariamente, sem que fique claro a razão pela qual estas pessoas estão sendo investigadas e que suspeitas pesam sobre elas.

Dentre as autoridades que passaram da condição de testemunhas para investigados estão o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, Élcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde e hoje assessor especial da Casa Civil, e Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência. Os sigilos telefônico e telemáticos de Eduardo Pazuello e Élcio Franco foram quebrados a pedido dos senadores.


 

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