por angelica ca
O Estado do Texas aprovou na segunda-feira (07/06) da semana passada uma resolução condenando a extração forçada de órgãos como parte do negócio de comercialização ilegal de órgãos que vem sendo conduzido pelo regime comunista chinês há vários anos.

A resolução texana, denominada TX SCR30, conclama o Congresso e o Presidente dos Estados Unidos a aprovar leis e adotar medidas para processar os responsáveis ​​por este crime, além de proibir estes criminosos de entrar nos Estados Unidos.

A resolução também propõe proibir empresas médicas e farmacêuticas norte-americanas de colaborarem com suas contrapartes chinesas que estejam ligadas à atividade criminosa de extração forçada de órgãos, e que atuam como cúmplices neste mercado macabro.

A resolução também solicita à comunidade médica a orientar os texanos sobre os riscos de viagem à China para transplantes de órgãos, além do risco de se envolverem involuntariamente em assassinatos na forma de extração forçada de órgãos de prisioneiros.

Segundo a resolução, a número de transplantes de órgãos realizados anualmente na China supera em muito o número de doações voluntárias de órgãos naquele país, indicando assim a existência de um mercado negro e um negócio macabro de extração forçada e de comercialização de órgãos humanos.

A China se tornou nos últimos anos um país de turismo de transplante. O que significa que a cada ano milhares de pessoas com necessidades de transplante dispõem-se a pagar entre 60 e 90 mil dólares para receber órgãos transplantados.

Esta demanda, aliada às peculiaridade da ditadura comunista chinesa que não tem empatia alguma pela vida humana, deu origem a um negócio macabro de coleta forçada e comercialização de órgãos humanos.

Um relatório de março do ano passado da entidade Médicos Contra a Coleta Forçada de Órgãos analisou e descreveu a prática de remoção forçada de órgãos que ocorre na China. A entidade analisou as implicações desta atividade criminosa para o resto do mundo e denunciou a extração forçada de órgãos como uma prática assassina aberrante exercida pelo regime comunista chinês.

A extração forçada de órgãos de prisioneiros é permitida na China desde 1984. No final do ano de 1999, o Partido Comunista Chinês começou a perseguir em todo país os seguidores do movimento religioso Falun Gong. Desde então, o número anual de transplantes de órgãos na China aumentou 300% e estima-se que mais de 60 mil operações de transplante são realizadas anualmente naquele país.

Muitos analistas acreditam que o ditadura comunista chinesa pratica há décadas a remoção forçada sistemática de órgãos de prisioneiros políticos. Os órgãos são colhidos de milhares de pessoas encarceradas, principalmente os praticantes religiosos do Falun Gong.

Mas entre as vítimas deste crime macabro também estariam os budistas tibetanos, cristãos da igreja chinesa e membros da minoria étnica muçulmana uigur, que vivem em grande parte em campos de concentração no noroeste da Índia, conforme já denunciamos no Crítica Nacional no artigo Ditadura Comunista Chinesa Acusada de Promover Genocídio de Povos Uigures, publicado no início deste ano.

Apesar de a China ter declarado que a retirada forçada de órgãos foi interrompida em 2015, suas taxas de doação de órgãos para fins de transplante são desproporcionais: elas são cerca de 200 vezes maiores do que as taxas do Reino Unido e dos Estados Unidos.

A resolução texana condenando esta prática foi aprovada por unanimidade pelas duas casas do legislativo do Estado do Texas, e foi assinada no dia 7 de junho pelo governador Greg Abbott. Edição de texto de Paulo Eneas. Informações de NTD | European Parliament | BlesMundo.


 

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