por rose rocha
O inverossímil invadiu a casa dos brasileiros que assistem atordoados à pantomima
representada por jornalistas embusteiros junto a políticos com o currículo tão limpo quanto pau de galinheiro. Opiniões divergentes fazem parte da democracia, mas a tortura dos fatos para que confessem mentiras pode significar o fim da liberdade.

A mídia escancara o posicionamento abutre, isentando políticos corruptos e avalizando a bandidolatria no País. A imprensa Fanfic, diga-se “fãs de ficção”, cancela a verdade em troca de capital para emissoras à beira do abismo financeiro, veiculando um Brasil paralelo à realidade do cidadão.

A CPI da Pandemia tornou-se um show de horrores em plena luz do dia. Investigados pela Polícia Federal se fantasiam de guardiões da verdade, interpelando cidadãos trabalhadores como se fossem criminosos – ganham notoriedade nos telejornais e, ao invés de buscarem soluções para a saúde, se antecipam em busca de votos.

Médicos são acusados de salvar vidas e ameaçados simplesmente por cumprir o juramento que fizeram ao sair da faculdade. Tratamento inicial está liberado para todas as doenças, menos para Covid-19, nesse caso o que conta mesmo é deixar o cidadão morrer e dá-lhe votos para 2022.

O Gabinete elaborado para auxiliar no combate à pandemia virou Gabinete das Sombras, criado para matar cidadãos, segundo a conclusão esquizofrênica de Renan e sua trupe, cujo objetivo é torturar a verdade. Moe, Larry e Curley acreditam mesmo que irão prender o presidente. Eu conto ou você conta?

E o que dizer da régua ideológica dos partidos? O ex-presidiário Lula ensaia a dança do
acasalamento com Fernando Henrique Cardoso e passa a ser considerado pela imprensa um exemplo de democrata. Nessas horas é melhor nem falar em Maduro ou Foro de São Paulo. Deixa que a imprensa abafa o caso e toca o barco para eleger o molusco em 2022.

Para corroborar com o Fake Brazil, todos os veículos divulgam atônitos a prisão arbitrária do jornalista Roman Protasevich, em Minsk, capital da Bielorrússia, a última ditadura da Europa. Já no Brasil, um país democrático, o judiciário pode manter presos sem julgamento, um deputado federal e um jornalista que alega ter sido torturado e ficado paraplégico na prisão, por expressarem opiniões contra um dos poderes da República.

A Prisão em última instância ou Instância nenhuma só vale mesmo para políticos corruptos com carteirinha vip do clube da impunidade. No intuito de alimentar os gremlins da esquerda, a Globo faz recorte calunioso de matérias requentadas para acusar o empresário conservador Otávio Fakhoury, de pertencer ao gabinete do ódio, apenas por defender o direito da população de ir às ruas e uma nova Corte no STF por meio de plebiscito. Um jornalismo honesto divulgaria o que está descrito no inquérito, mas a emissora nem se deu a trabalho de publicar a verdade.

Ops! E a turma do “beautiful people”? Essa deixou escorregar a máscara que escondia a
hipocrisia disfarçada de ciência. João Dória, o cavaleiro mascarado, foi flagrado lagarteando na piscina e Luciano Hulk, andando de bicicleta – ambos sem máscara. Nada demais, se não fosse a falsa sinalização de virtude para enganar a plateia.

Cancelaram a sanidade em nome de uma sandice dogmática e de uma ciência amparada pelo credo dos corruptos e oportunistas que tentam reinventar os fatos. Enquanto isso, a verdade agoniza com a corda no pescoço para tentar sobreviver ao golpe da mídia militante e não afundar no currículo lodacento dos “Renans Calheiros” emergidos do pântano político.

Rose Rocha é jornalista e comentarista da Jovem Pan Maringá e Panflix. É produtora de TV e atuou como âncora dos telejornais da Band e Globo. É uma das vozes femininas com pensamento liberal-conservador no Brasil.


 

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