por camila abdo e paulo eneas
O presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. Mauro Ribeiro, afirmou em entrevista ao programa Os Pingo Nos Is da rádio Jovem Pan nesta terça-feira (15/06) que as pessoas precisam ter liberdade de escolher aquilo que é mais apropriado. A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19.

Embora o Conselho Federal de Medicina seja favorável à vacina, o presidente da entidade defendeu o direito de escolha do cidadão. O Dr. Mauro Ribeiro também defendeu que as pessoas sejam informadas sobre os riscos inerentes aos imunizantes, pois trata-se de substâncias que serão inoculadas em pessoas saudáveis.

Segundo o Dr. Mauro Ribeiro, a pandemia do coronavírus é uma virose altamente transmissível, mas de baixa mortalidade: “provavelmente, a doença tem índice de mortalidade abaixo de 1%. No entanto, em razão da alta capacidade de transmissão, os números absolutos de mortes são inaceitáveis”.

O médico descreveu a pandemia do vírus chinês como sendo a maior catástrofe sanitária enfrentada pela humanidade nos últimos cem anos, e lamentou que no Brasil criou-se uma situação onde as narrativas políticas criadas em torno da tragédia impõem-se sobre os fatos.

O presidente do Conselho Federal de Medicina observou, por exemplo, que o Estado de São Paulo possui o maior número de óbitos por Covid-19 por milhão de habitantes do que o Brasil inteiro. O Estado de São Paulo foi a unidade da federação que tomou as medidas mais rígidas bloqueios e fechamentos e restrições.

Além disso, São Paulo recebeu o maior volume de verbas públicas federais para o enfrentamento à pandemia. No entanto, a narrativa que prevalece é a de que a “culpa” pelas mortes é do Governo Federal, quando na verdade o governo paulista teve todos os meios à disposição para fazer o enfrentamento efetivo à pandemia.


 

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