por paulo eneas
A CPI da Covid do Senado Federal ouve nesta sexta-feira (18/06) o médico infectologista Dr. Ricardo Zimerman e médico também infectologista Dr. Francisco Cardoso Alves. Ambos estão entre os profissionais de ponta na defesa do atendimento médico a pessoas que contraem Covid-19. Os dois médicos compareceram à comissão na condição de convidados.

Na parte inicial do depoimento, o Dr. Ricardo Zimerman afirmou que existem medicamentos com eficácia comprovada contra o coronavírus, como a ivermectina e a cloroquina. Durante a semana, em entrevista ao programa Os Pingos Nos Is da rádio Jovem Pan, o virologista Dr. Paolo Zanotto observou que na verdade já existem 17 (dezessete) medicamentos de eficácia comprovada que são usados no mundo todo para o tratamento da doença.

A falácia da não existência destes medicamentos e, consequentemente, a impossibilidade de tratar as pessoas que contraem Covid-19, constitui-se na principal desinformação que é propagada pela grande imprensa e por políticos que, por razões ideológicas ou atendendo a lobby da indústria farmacêutica, militam contra uma prática milenar e consagrada da medicina: tratar o paciente com os recursos disponíveis logo no início da doença.

Iniciados os trabalhos, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Humberto Costa (PT-PE) abandonaram a sessão afirmando que não tinham perguntas a fazer aos depoentes. A saída dos três senadores foi um gesto de evidente conotação política e reflete a real natureza da CPI da Covid, que é a de fazer embate político e não necessariamente uma investigação no sentido substantivo do termo.

A saída dos três senadores também sinalizou que estes parlamentares entenderam que não teriam como sustentar as afirmações eles têm feito sistematicamente contra o atendimento médico a pessoas com Covid-19, diante de dois profissionais qualificados e capacitados para desmontar qualquer argumento retórico falacioso que fosse apresentado por estes senadores.


 

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