por alessandro loiola
A vacina Oxford / AstraZenaca baseia-se em uma tecnologia chamada Vetor Viral: um vírus é geneticamente modificado para carregar as informações necessárias para produzir certas proteínas do coronavírus. Neste caso, o vetor está programado para fazer com o que o organismo produza grandes quantidades da proteína S (Spike), responsável pelo processo de infecção do SARS-COV2 nas células humanas.

O princípio de estimular a produção de proteínas S também faz parte do mecanismo de ação das vacinas de RNAm produzida pela Pfizer / Biontech. A teoria por trás disto é básica: ao se deparar com as proteínas S circulantes, seu sistema de defesa desenvolverá anticorpos contra estas proteínas, atacando-as e, assim, impedindo que o vírus tenha acesso às suas células. Até aí, tudo ok.

O problema é que sabemos que a proteína S é a grande responsável pelos danos endoteliais observados no Covid19: ao interferir com o funcionamento dos receptores ACE2, a proteína S produz uma inflamação vascular.

Quando esta inflamação ocorre com intensidade nos vasos sanguíneos delicados dos pulmões, o indivíduo perde a capacidade de fazer trocas gasosas, resultando em alguns casos em insuficiência respiratória de difícil tratamento e grande risco de morte.

Portanto, temos que o maior problema do SARS-CoV2 está na ação da proteína S sobre o revestimento interno dos vasos sanguíneos. Este é o mecanismo fisiopatológico que resulta nos quadros mais severos de Covid19.

Vamos repetir: altos níveis circulantes de proteína S = maior risco de inflamação vascular grave (podendo produzir derrames, p.ex.) e maior risco de insuficiência respiratória severa (podendo resultar em morte por trombose pulmonar, p.ex.).

Vacinas como Oxford / AstraZeneca, Sputnik V, Janssen / Johnson & Johnson, e Pfizer / Biontech agem aumentando a produção de proteína S no seu organismo. Precisa ser um gênio para imaginar os possíveis efeitos adversos associados a isto? Dr. Alessandro Loiola, MD, CRMSP 142.346


 

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