por paulo eneas
O deputado federal Daniel Silveira (PSL-SP) será colocado em liberdade nesta sexta-feira (25/06) após pagamento de fiança estipulada no valor de R$100 mil, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O deputado havia sido preso na quinta-feira por determinação do mesmo magistrado, atendendo solicitação da Procuradoria-Geral da República.

O pagamento da fiança gerou discussão na base bolsonarista: um segmento passou a cobrar publicamente uma iniciativa de solidariedade por parte dos demais parlamentares do setor governista do PSL para que eles se cotizassem e viabilizassem o pagamento da fiança. Esta foi a posição defendida pelo Crítica Nacional em publicação feita na rede social pelo editor do site, e que pode ser vista neste link aqui.

Outro segmento defendia que a fiança não deveria ser paga, por entender que isto significaria aceitar a imposição de certas regras cuja legalidade é questionada. Em vez de pagar a fiança, esse segmento entendia que a base parlamentar governista deveria iniciar uma ação política para assegurar a defesa e a liberdade de Daniel Silveira.

Em nosso entender, em que pese o posicionamento correto, em termos de princípios, defendido por este segundo segmento, ele não corresponde à realidade.

O Brasil assiste há cerca de um ano e meio a um crescendo de ilegalidades e agressões a liberdades e direitos fundamentais, e tanto a base parlamentar bolsonarista quanto o governo mostram-se incapazes de tomar qualquer iniciativa para cessar este estado de coisas.

Não seria agora, com a prisão de Daniel Silveira, que esta base encontraria uma resposta política eficaz diante deste quadro.

Portanto, diante desta incapacidade de atuação política da base parlamentar e do próprio governo para garantir as liberdades e direitos fundamentais, a coisa mais importante a fazer era de fato garantir a liberdade de Daniel Silveira. E isto foi conseguido com o pagamento da fiança.


 

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