por angelica ca e paulo eneas
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta quarta-feira (23/06), por 39 votos favoráveis e 16 votos contra, o Projeto de Lei nº 197/2018 (PL00197-2018) que, a pretexto de criar um marco regulatório para a chamada economia solidária, introduz a ideologia de gênero no sistema de ensino municipal da capital paulista.

O autor do projeto, vereador petista Eduardo Suplicy, introduziu de última hora uma alteração no texto, o chamado texto substitutivo, incluindo a imposição do ensino de ideologia de gênero nas escolas municipais da capital.

A alteração foi feita por meio da inclusão no inciso VIII, do artigo 3o da lei, a “garantia de direitos e promoção dos direitos humanos nas relações, notadamente com equidade de direitos de gênero, geração, raça, etnia, orientação sexual e identidade de gênero”.

As tentativas de inclusão da ideologia de gênero em planos estaduais e municipais de educação têm ocorrido desde 2015 e encontrado forte rejeição nos legislativos locais. Agora, a medida foi inserida no sistema público de ensino da capital paulista por meio de uma manobra do vereador petista. O projeto seguirá agora para sanção ou veto do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

O vereador Rinaldi Digilio (PSL), que votou contra o projeto, afirmou que alguns dos seus colegas não perceberam as emendas que o petista inseriu no texto final. Rinaldi Digilio disse que espera que o prefeito vete o projeto e lançou um abaixo-assinado digital a fim de pressioná-lo a vetar a matéria.

“Eu votei contrário a esse absurdo, mas tenho certeza de que muitos nem perceberam. Esse projeto abre brecha para que a ideologia de gênero finalmente entre nas escolas municipais, depois de uma longa batalha travada para evitar que isso aconteça”, disse o vereador. Informações Brasil Sem Medo | Pleno News.


 

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