por paulo eneas
A tentativa da oposição de forjar uma denúncia contra o governo envolvendo a intenção de compra de vacinas da Covaxin da empresa indiana Bharat Biotech gerou uma reação esperada da base de apoio governista, principalmente nas redes sociais. Ocorre que esta reação está ao nosso ver mirando no alvo errado.

A reação está centrada na revelação feita ainda na quarta-feira (23/06) pelo ministro Onyx Lorenzoni durante a entrevista coletiva do governo para esclarecer os fatos, cujo trecho do vídeo está exibido mais abaixo.

Naquela entrevista o ministro Onyx Lorenzoni revelou que o deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB-AL), irmão do relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi um dos autores de uma emenda à Medida Provisória 1026, que posteriormente tornou-se a Lei 14.124, que regula a compra de vacinas contra a Covid-19.

Além de Renildo Calheiros, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) também apresentou a mesma emenda, bem como o líder do governo, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), que informou em mensagem no final da tarde de domingo que a Medida Provisória foi objeto de oito emendas, inclusive uma emenda do senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid do Senado Federal.

No domingo (27/06), o youtuber Kim Paim publicou mensagem reforçando a informação sobre a participação de Renildo Calheiros, bem como a de integrantes da própria CPI da Covid, nos trâmites para a aprovação da Medida Provisória. O próprio presidente mencionou esta manhã as emendas à Medida Provisória trazendo o foco para esta questão.

Ocorre que, como bem observou o Dr. Fabrício Rebelo em mensagem publicada também no domingo na rede social, a Medida Provisória em si não é o instrumento pelo qual se tenta incriminar de maneira caluniosa o Presidente da República.

A tentativa de falsa imputação criminosa reside nas acusações sem provas apresentadas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF), tanto em relação ao erro na fatura emitida pela Madison Biotech, subsidiária da Bharat Biotech, quanto nas afirmações do deputado a respeito de comentários que teriam sido feitos pelo presidente ao tomar conhecimento de tal erro. São estas acusações levianas de Luis Miranda que precisam ser confrontadas e refutadas.



CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE