por angelica ca e paulo eneas
Presidentes de onze partidos reuniram-se por videoconferência neste sábado (26/06) e decidiram adotar um posicionamento contrário à proposta do voto impresso auditável (PEC 135/19) que tramita na Câmara dos Deputados para as eleições de 2022.

Participaram da reunião os presidentes ACM Neto (DEM), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Ciro Nogueira (PP), Gilberto Kassab (PSD), Luciano Bivar (PSL), Luis Tibé (Avante), Marcos Pereira (Republicanos), Paulinho da Força (Solidariedade), Roberto Freire (Cidadania) e Valdemar Costa Neto (PL).

As siglas reúnem 326 deputados, número superior ao mínimo necessário para a aprovação de uma emenda constitucional. Dentre os partidos que adotaram este posicionamento estão agremiações que fazem parte do Centrão e da base governista, como o DEM, PP, Republicanos e PL, o que mostra a fragilidade programática de uma base parlamentar construída em cima do chamado pragmatismo.

Os líderes destes partidos alegam que o atual sistema eleitoral é confiável e que uma mudança nas regras poderia gerar incertezas no processo. Nos últimos meses, o Tribunal Superior Eleitoral também vem atuando contra a mudança no sistema. Uma atuação que não caberia, uma vez que o órgão é o organizador, regulador e julgador do processo eleitoral.

A comissão especial criada pela Câmara dos Deputados para analisar a Proposta de Emenda à Constituição 135/19 irá reunir-se nesta segunda-feira (28/06) para apresentação do parecer do relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR). A comissão especial é presidida pelo deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), e composta por 34 titulares.

A PEC é de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e exige a impressão de cédulas em papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil. Pelo texto, essas cédulas poderão ser conferidas pelo eleitor e deverão ser depositadas em urnas indevassáveis de forma automática e sem contato manual, para fins de auditoria.  Informações Portal G1 | Poder 360 | Diário do Poder.


 

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