por angelica ca e paulo eneas
O país mais vacinado do mundo, as Ilhas Seychelles, estendeu indefinidamente as restrições ao movimentação de pessoas e a reuniões sob o pretexto combater e prevenir novos surtos e novas variantes do vírus chinês.

A República das Ilhas Seicheles é um país da costa leste africana, formado or 115 ilhas distribuídas entre vários arquipélagos localizados a norte e nordeste de Madagáscar. O governo local apressou-se em vacinar em massa seus quase 100 mil habitantes para reabrir suas fronteiras ao turismo, que é a força vital de sua economia.

Cerca de 70 por cento da sua população recebeu as vacinas Sinopharm ou AstraZeneca, ou seja, teoricamente teria alcançado a chamada imunidade de rebanho. No entanto, na última sexta-feira (25/06), o Ministério da Saúde das Ilhas Seychelles anunciou em comunicado oficial um reforço das medidas restritivas em vigor.

Com a medida, bares, cassinos e lojas ficam obrigados a fechar às 19 horas. Eventos como festas de casamento também estão proibidos. A medida também proíbe reuniões de mais de quatro pessoas, exceto por motivos comerciais, tanto em ambientes internos quanto em ambientes externos.

Esta última proibição constitui-se num flagrante autoritarismo de estado, que poderá punir quatro ou mais pessoas que estejam reunidas por qualquer motivo e em qualquer lugar. Medida semelhante foi adotada nos primeiros anos da ditadura comunista do Khmer Vermelho no Camboja, em meados dos anos setentas do século setenta do século passado.

O governo local informou que tais medidas restritivas permanecerão em vigor por tempo indeterminado, e somente serão suspensas quando o surto estiver sob controle. O governo não conseguiu explicar o aumento de número de casos e de mortes por coronavírus apesar de mais de dois terços da população estar vacinada. Informações de Bloomberg | MPR21.


 

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