por angelica ca e paulo eneas
O Sistema Norueguês de Indenização por Lesões de Pacientes (NPE) anunciou nesta sexta-feira (02/07) que irá indenizar três pessoas que tiveram reações adversas graves após terem tomado a vacina da Oxford-AstraZeneca. As indenização serão pagas com recursos públicos e não implicam em prejuízo aos laboratórios.

As autoridades norueguesas confirmaram oficialmente em meados de maio que a vacina da AstraZeneca tinha sido removida do programa de vacinação da Noruega devido a vários casos graves de coágulos sanguíneos, redução de plaquetas e sangramento nesses pacientes, um dos quais morreu. O governo também manteve a suspensão da vacina da Johnson & Johnson.

Até agora, um total de 77 noruegueses pleitearam indenizações pelos efeitos colaterais da vacinação contra o coronavírus. Mais de 50 destes pedidos referem-se à vacina da AstraZeneca. Os demais referem-se a pedidos de indenização por efeitos adversos das vacinas Pfizer e Moderna.

Do total de pedidos, oito dizem respeito a mortes decorrentes da vacinação, sendo que quatro destes óbitos foram de pessoas que tomaram a vacina da AstraZeneca, um relacionado à  Moderna, dois casos devido à vacina da Pfizer, e um caso não especificado.

Entre aqueles que mais sofreram com a vacina da AstraZeneca, que posteriormente foi retirada do programa nacional de vacinação norueguês devido a efeitos colaterais graves, estão os profissionais de saúde que foram priorizados para vacinação: duas mulheres foram hospitalizadas em março e uma delas, de 40 anos, morreu. O outro caso tratava-se de um homem de trinta anos, que ainda sofre de reações imunológicas graves.

As autoridades agora estão calculando o valor exato da indenização, anunciou o diretor da agência, Rolf Gunnar Jorstad. Segundo ele, as conexões diretas entre a vacina e as condições de seus receptores foram estabelecidas e clinicamente confirmadas. A família da falecida também receberá o pagamento pelo funeral. Informações RT | Science Norway | VG.


 

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