por rose rocha
Se a eleição presidencial fosse hoje, Lula venceria no primeiro turno. É o que aponta pesquisa realizada pelo IPEC, criado pelos ex-executivos do IBOPE, após seu encerramento.
Entretanto, com exceção de poucos, foi-se o tempo em que os Institutos de Pesquisa entregavam resultados confiáveis. Costumo dizer que tais órgãos tornaram-se o voto de cabresto dos desprovidos de ensino e raciocínio lógico. Alguns Institutos venderam a credibilidade em troca de uma ideologia política que corrompe números e tendências. Basta olhar os resultados insidiosos das pesquisas eleitorais de 2018 e relembrar o vexame de grandes Institutos que não refletiram a realidade tanto no pleito nacional, como estadual. E o que dizer das margens de erro que foram ridiculamente aumentadas a cada pleito, para justificar o malabarismo estatístico dos “mirantes de embuste” com números que sempre favorecem a esquerda?

A dissociação com a realidade é tão grotesca que a pesquisa pirata não resistiria a dois quarteirões na Avenida Paulista. Basta o molusco decidir se vai atravessar de capacete ou armadura. Além de Lula, existe ainda a galera da terceira via, que insisto, também não resistiria ao teste da “maioria silenciosa” da Paulista. E olha que para emplacar um concorrente a Bolsonaro, tem de tudo nesse balaio: tucano com lula; baleia com tucano; raposa, baleia e tucano. O que vai sair desse cruzamento? Um misto de fim da liberdade com adeus à democracia.

E para garantir que a opinião do eleitor se mantenha na embocadura, o Tribunal Superior Eleitoral inicia a compra de 176 mil super urnas eleitorais da primeira geração e sem o comprovante do voto, a fim de assegurar que o Brasil se manterá como o único país a usar o sistema ultrapassado – É muito cedo ainda para essa conversa de voto auditável. Isso é coisa de país democrático. Em breve, o TSE também deve apresentar o novo garoto propaganda para falar sobre a segurança das urnas. A escolha deve ficar entre Renan Calheiros e Omar Aziz, os novos símbolos de idoneidade no Brasil, segundo a mídia amestrada e os blogueiros com recibo.

A imprensa, que sempre teve papel fundamental em nortear a verdade e defender a liberdade, reduziu-se à camisa de força para livres pensadores e fatos, que seguem sendo torturados pelos jornalistas de crachá. Ciência virou dogma, equipe de conselho médico virou gabinete paralelo, cidadão de bem é tratado como bandido e bandido como herói. Impõe-se uma realidade paralela ao que acontece nas ruas – querem usurpar o direito de pensar e questionar. Os “inteligentinhos” censuram ideias, ações e personalidades porque não aceitam o cerne da democracia – a convivência dos contrários. Querem ter certeza de que a vontade da maioria será tutelada pelo autoritarismo subterrâneo dos oportunistas que tentam a todo custo enterrar a liberdade que resiste com bravura pelas ruas vestidas de verde e amarelo.

Rose Rocha é jornalista e comentarista da Jovem Pan Maringá e Panflix. É produtora de TV e atuou como âncora dos telejornais da Band e Globo. É uma das vozes femininas com pensamento liberal-conservador no Brasil.


 

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