por paulo eneas
O Ministério da Defesa divulgou no início da noite de quarta-feira (0717) uma nota oficial repudiando as declarações feitas nesta data pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Pandemia do Senado Federal. Demonstrando não ter limite institucional algum, o senador acusou de maneira leviana e sem provas as Forças Armadas de envolvimento em corrupção na pandemia. A íntegra da nota pode ser lida mais abaixo.

O teor enfático da nota é correto e justo. No entanto, é preciso muito mais do que uma nota de repúdio do Ministério da Defesa para colocar freios aos arroubos autoritários e inconstitucionais do senador amazonense, que é investigado por crimes de corrupção em seu Estado.

O senador Omar Aziz tem conduzido a CPI da Pandemia como se fosse tribunal de exceção, causando constrangimentos a depoentes, fazendo ameaças antecipadas de prisão a futuros depoentes e desrespeitando todas as normas legais que regulam a maneira pela qual testemunhas ou investigados devem ser inquiridos em uma investigação.

O senador Omar Aziz conseguiu em um mesmo dia dar duas demonstrações de sua ausência de limites e freios institucionais: acusou levianamente as Forças Armadas de envolvimento em corrupção e ordenou a prisão ilegal de um depoente.

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tem a obrigação sair de sua zona de conforto e de omissão e exercer suas prerrogativas como chefe da câmara alta do parlamento brasileiro, tomando as medidas necessárias para pôr um fim aos arroubos inconstitucionais de Omar Aziz e da própria CPI que ele preside.



 

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