por andreia luíza matias
De acordo com matéria publicada pelo “O Globo”, o ex-presidente e ex-presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva entrou com uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) contra a jornalista gaúcha Carina Belomé. Na ação, de acordo com o jornal, Lula pede indenização de R$ 50 mil e que as plataformas Google e Facebook retirem do ar um vídeo em que Carina cita o texto de um autor desconhecido. O texto, segundo a defesa de Lula, relacionaria os eleitores de Lula a criminosos.

Mas será que de fato Belomé chama os eleitores de Lula de criminosos, como fazem aliados de Lula que, todo santo dia, dizem que os eleitores de Bolsonaro são milicianos?
Não. Não é verdade. O fato é que o texto, narrado pela jornalista, em pouco menos de três minutos, faz uma série de questionamentos sobre criminosos que votariam em Lula e não que os eleitores de Lula sejam criminosos. Veja que há uma armadilha semântica montada pela defesa de Lula. Dizer que todo Dia Santo é feriado, não é o mesmo que dizer que todo feriado é dia santo.

Carina não faz referências a dados, porém as indagações postas no vídeo estão de acordo com informações reportadas pelo próprio “O Globo”, em 10 de janeiro de 2019, na matéria intitulada “Bolsonaro ou Haddad? Veja em quem os presos brasileiros votaram”. O site O Antagonista trouxe as informações com a seguinte manchete “Haddad esmaga Bolsonaro entre os presos”.

De acordo com O Globo, um levantamento feito pelo jornal apontou que no segundo turno, Haddad teve 82,47% dos votos da população carcerária, enquanto Bolsonaro teve 17,53%. Ainda de acordo com o levantamento do jornal, se analisados os resultados das 220 urnas disponíveis para essa parcela de votantes, Bolsonaro perdeu em 200, empatou em duas e ganhou em 18. Em outras 26, Bolsonaro não recebeu um voto sequer.

Apesar dos dados tratarem de Haddad e não de Lula é notório que Haddad era o poste oficial do ex-presidiário, impedido de concorrer à presidência em 2018. Como dizia ele mesmo em um de seus slogans de campanha: “Haddad é Lula”. Não é novidade que o PT é preferido entre os presos. Em 2014, por exemplo, a Veja deu destaque ao fato de Dilma ter sido campeã de votos entre os presos.

No frigir dos ovos, o que os fatos dizem é que a jornalista não acusou os eleitores de Lula, em sua totalidade, de serem bandidos, até porque é sabido que muitos ainda vivem a ilusão de um Lula inocente e injustiçado. Parte da culpa por tantos iludidos pode ser atribuída à precária educação brasileira e às esmolas que o PT usou durante anos para comprar consciências e que ainda hoje mantêm muita gente cativa.

Portanto, a coação de Lula contra a jornalista nada tem a ver com a defesa da honra de seus eleitores, mas com seu perfil tirânico. Vale lembrar que em diversas ocasiões Lula falou em controle da mídia. Lula assim como seus aliados não conseguem lidar com críticas, com o contraditório, diferente do presidente Jair Bolsonaro que recebe xingamentos, ameaças, injúrias e difamações todos os dias por parte da imprensa e adversários e jamais falou em controlar a liberdade de expressão.

Questionada sobre por que decidiu gravar o vídeo, Carina respondeu: “Quando vi o texto circulando na internet me inspirei no trabalho da nobre jornalista Karina Michelin, que faz vídeos maravilhosos de outros autores, também, além dos de sua autoria. O texto remete a uma conscientização acerca do cenário político em que vivemos onde a bandidolatria se faz como valor para os incautos defensores de “vítimas da sociedade” onde pagamos caro para sustentar uma elite que alimenta a degradação da sociedade via agendas de esquerda”.

Carina explica que fez uso dos incisos IV e IX do artigo 5º da Constituição Federal para se expressar. Ambos tratam da liberdade de expressão. Segundo ela, o vídeo foi gravado em 22 de junho, numa noite fria, após passar o dia todo acompanhando a política nacional para informar seus seguidores. Sobre a justificativa da defesa de Lula, que alega que Belomé relaciona os eleitores do ex-presidiário a bandidos, a jornalista foi taxativa:

“A defesa de Lula está totalmente mal-intencionada ao afirmar na notícia que generalizo os eleitores de Lula. Eu mesma cresci num berço marxista e um dia gritei em apoio ao ex-presidiário, Lula, vivenciei movimentos de esquerda, fui uma militante em tenra idade abraçando a agenda do MST. Acordei em tempo ao conhecer Olavo de Carvalho e Bolsonaro lutando contra a Ideologia de Gênero. A esquerda nunca conseguiu mexer na minha fé, logo, além do amado Olavo e Bolsonaro, a minha fé me tirou das garras doentias da esquerda”.

Carina afirma que sua imersão na esquerda foi de tal modo que pensava em treinar e fazer parte de guerrilhas. “Estava doente, idiotizada e sem orientação”, disse a jornalista que afirma que o cristianismo foi o pilar principal para sua conversão e a retomada ao que sempre foi: uma conservadora.

Carina conta que mesmo quando estava inserida no cenário de esquerda algumas pautas, como aborto, não lhe convenciam, por isso ela sofreu perseguição na faculdade, uma vez que não se dobrava às agendas marxistas da academia.

“Fui desligada por não obedecer aos intentos doutrinários dos professores marxistas. Sei o que passei nas mãos de quem jamais preza pela democracia, jamais preza pela liberdade, jamais preza pelo nosso crescimento. Então, não me referi ao eleitorado de LULA. Tem muita gente boa que ainda está adormecida como um dia estive, por isso estou nesse trabalho de levar conscientização aos que ainda acreditam no mundo ideal do marxismo. Eu acordei, muitos podem acordar.”

Confira a transcrição do vídeo que Lula não quer o Brasil veja:
“Conversando com uma colega de trabalho, que disse que votará em Lula, eu fiz as seguintes perguntas: você acha que os pedófilos votarão em Lula ou em Bolsonaro? Ela disse: Lula. Você acha que estupradores votarão em Lula ou em Bolsonaro? Ela respondeu: em Lula. E os traficantes, votarão em Lula ou em Bolsonaro: Lula. Você acha que os ladrões votarão em Lula ou em Bolsonaro? Outra vez ela respondeu: Lula.

Você acha que o grupo MST, que invade terras e destrói plantações votará em Lula ou Bolsonaro? Ela disse: MST? Claro que no Lula. E aquele ladrão que rouba seu celular e bate com a arma na sua cabeça, vai votar em Lula ou em Bolsonaro? Acho que no Lula, mas isso não vem ao caso, disse ela. E eu disse: vem sim.

E você acha que aquelas pessoas que se manifestam nas ruas, que quebram imagens de Nossa Senhora, colocam a cruz no orifício anal, querem a liberação da maconha, da pedofilia, que arrastam e fazem suas necessidades na imagem de Jesus votarão em quem? Ela me respondeu: Eu acho que em Lula. E aqueles que rasgam a nossa bandeira e ateiam fogo, votarão em lula ou em Bolsonaro? Nessa hora ela demorou um pouco mais para responder e ela disse: É em Lula.

Você acha que os integrantes das facções criminosas espalhadas pelo Brasil vão votar em Lula ou em Bolsonaro? E reinou novamente um silêncio e depois ela respondeu: No Lula. Um pouco decepcionada. Aí eu disse: então você acha que eu deveria votar em quem? No mesmo candidato desses bandidos todos? Você já parou para pensar que tipo de pessoa anda perseguindo o nosso presidente Bolsonaro o tempo todo? Pense!

O que nos faz melhor, será sempre o nosso caráter, a nossa honra, a nossa moral e a preocupação pelo futuro do nosso país, para as nossas crianças, os nossos filhos, netos e bisnetos. Ter votado em Bolsonaro foi a melhor opção e é com certeza a única esperança. Não porque ele seja perfeito ou capacitado em tudo. Pois nem ele, nem ninguém é. Até porque como diz o próprio presidente: É Deus quem capacita os escolhidos.

Agora você talvez entenda porque eu votei em Bolsonaro, muita gente também votou e porque votaremos novamente. Como eu falei antes: a guerra já não é mais política e sim do bem contra o mal”.

Andreia Luíza Matias é jornalista, repórter do Foco do Brasil e proprietária do canal Agora Brasil.


 

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