por paulo eneas
O ex-chanceler brasileiro, ministro Ernesto Araújo, publicou na noite deste domingo (11/07) uma sequência de mensagens em sua rede social mostrando como a ex-política externa soberana brasileira que era por ele chefiada até março deste ano pode ter influenciado positivamente nas condições políticas que vieram a desaguar na revolta iniciada neste domingo pelo povo cubano contra a ditadura comunista que controla Cuba há mais de meio século.

O ministro Ernesto Araújo observou que desde o início do Governo Bolsonaro até março deste ano, quando de sua saída da chefia da chancelaria brasileira, o Brasil rompeu com a tradição herdada dos governos de esquerda tucano-petistas de bajular a ditadura castrista, e passou a exercer pressão contra o regime comunista cubano.

Esta orientação, segundo Ernesto Araújo, fez parte da decisão do Governo Bolsonaro de enfrentar o Foro de São Paulo no âmbito da política externa, uma vez que esta organização continental, que reúne partidos de esquerda e grupos ligados à guerrilha e ao narcotráfico, representa uma ameaça à segurança e à democracia em toda a América Latina.

O organização criminosa do Foro de São Paulo tem em Cuba seu pilar central e seu principal articulador, pois foi por iniciativa da ditadura comunista cubana, então chefiada por Fidel Castro e secundado pelos petistas Lula e José Dirceu, que o Foro de São Paulo foi criado no início dos anos noventa do século passado.

Ernesto Araújo lembra que durante sua permanência na chefia do Ministério das Relações Exteriores, a diplomacia brasileira atuou contra todo o esquema criminoso-socialista latino-americano, formado por uma poderosa rede envolvendo narcotráfico, terrorismo, crime organizado, corrupção e, é claro, as correntes políticas da esquerda socialista e comunista do continente.

O ex-chanceler avalia que esta pressão permanente que era exercida pela diplomacia brasileira junto com outras democracias regionais, procurando interromper e ao mesmo tempo denunciar e deslegitimar esse esquema criminoso-socialista articulado pelo Foro de São Paulo sob a batuta da ditadura comunista cubana, possa ter contribuído de alguma maneira para o movimento popular que ora irrompe em Cuba contra a ditadura comunista que domina aquele país.

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