por paulo eneas
O Presidente Bolsonaro comentou nesta segunda-feira (12/07) os protestos ocorridos neste domingo em Cuba contra o regime de ditadura comunista que vigora na ilha há mais de meio século. Conversando com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, o presidente falou da repressão violenta da ditadura contra os manifestantes, por meio de “borrachada, pancada e prisão”.

O presidente também lembrou que os cubanos saíram às ruas em luta pela liberdade e que correntes políticas de esquerda brasileira não apenas defendem a ditadura cubana, como pretendem implantar modelo semelhante em nosso país: “Estão querendo viver como os cubanos e os venezuelanos”. A fala do presidente sobre os protestos dos cubanos foi consistente com sua trajetória anticomunista.

No entanto, a posição correta manifestada pelo Presidente Bolsonaro não traduziu-se, ao menos até agora, em ação do principal órgão do Governo Federal que deveria formalizar este entendimento: o Ministério das Relações Exteriores. Até o início da tarde desta segunda-feira o Itamaraty não havia se manifestado sobre os protestos em Cuba.

Este silêncio do Itamaraty vai muito além de um incômodo ou desconforto protocolar. Ele reflete a incapacidade da atual política externa brasileira, chefiada pelo tucano Carlos França, de compreender as expectativas que foram criadas em todo a América Latina sobre o papel do Brasil, governado pelo Presidente Bolsonaro, como líder da promoção da democracia e do combate ao comunismo no continente.

É importante ter em mente que o silêncio do Itamaraty significa uma indiferença oficial do Governo do Brasil sobre o que ocorre em Cuba, a despeito da fala correta, porém informal, do Presidente da República. O Brasil, por ser a maior e a mais importante nação da América Latina, não pode ser dar ao luxo de permanecer inerte ao que acontece com o povo cubano em seu enfrentamento à ditadura comunista da ilha.

Da mesma forma, a chancelaria brasileira não pode omitir-se ante o que vem ocorrendo no Peru, na Colômbia, na Bolívia, na Nicarágua, onde o movimento comunista associado ao crime organizado e ao narcotráfico avança a passos largos, representando uma ameaça para os povos destes países e também uma ameaça para a segurança dos brasileiros.

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