por angelica ca e paulo eneas
Dirigentes da União Europeia, incluindo a ex-presidente da Comissão Europeia, órgão que constitui-se no Poder Executivo do bloco, Ursula von der Leyen, ameaçaram a Hungria na semana passada com ações judiciais e retenção de fundos financeiros destinados ao combate à covid se aquele país não recuar em relação a uma lei contra a pedofilia que entrou em vigor em solo húngaro no último dia 8 de julho.

A lei proíbe a exibição de material pornográfico de qualquer tipo para crianças e menores de dezoito anos, bem como a exibição de material que tenha a intenção de incentivar a homossexualidade ou a chamada “mudança de sexo”. A proibição abrange escolas e meios de comunicação.

O bloco globalista afirmou que está considerando entrar com ações judiciais e fazer a retenção de fundos financeiros destinados ao combate à pandemia se a Hungria não reverter a legislação: “Se a Hungria não retificar a situação, a Comissão Europeia usará seus poderes de guardiã dos tratados”, disse Ursula von der Leyen ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Conforme o Crítica Nacional informou em meados de junho no artigo Hungria Aprova Lei Proibindo Exibição de Material de Conteúdo Sexual Identitário Para Menores de Dezoito Anos, a nova legislação aprovada pelo parlamento húngaro proíbe a promoção de orientação sexual junto de menores de dezoito anos.

A reação das lideranças da esquerda globalista da União Europeia foi violenta e intimidadora, e baseada em falácias, pois acusam levianamente a legislação húngara, destinada a proteger crianças e adolescentes de temáticas sexuais, se de ser suposta discriminatória com com determinadas orientações sexuais e de supostamente agredir os direitos humanos.

“A Europa nunca permitirá que uma parte da nossa sociedade seja estigmatizada, seja por causa do seu amor, da sua idade, da sua etnia, das suas opiniões políticas ou das suas crenças religiosas”, afirmou a esquerdista Ursula von der Leyen, em uma declaração demagógica que não guarda relação alguma com uma lei destinada a proteger crianças e adolescentes de conteúdos adultos.

O premier húngaro Viktor Orbán continua a resistir a estas ameaças dos líderes europeus, chamando a pressão de uma campanha sem precedentes para interferir nos assuntos internos da Hungria. “Não importa que Bruxelas queira permitir que ativistas LGBT entrem em jardins de infância e escolas. Nós nos recusamos a fazê-lo”, disse o porta-voz do governo húngaro.

A União Europeia já tentou punir a Hungria, removendo seu direito de voto por conta de suas posições conservadoras. Mas não obteve êxito, devido ao apoio dado pela Polônia ao posicionamento húngaro. O ministro da Educação da Polônia chegou a dizer que a lei era boa o bastante para ser aplicada no território polonês.

Além da Polônia, o primeiro-ministro da Eslovênia, que assumiu a presidência rotativa da Comissão Europeia, sugeriu em declarações recentes que iria apoiar a Hungria em sua disputa. Informações de BlesMundo | Jornal Econômico.


 

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