por angelica ca e paulo eneas
Milhares de manifestantes agitando bandeiras gregas e cruzes de madeira reuniram-se em Atenas na quarta-feira (14/07) para protestar contra a obrigatoriedade das vacinas. Entoando palavras de ordem como “tirem as mãos de nossas crianças”, e exigindo a renúncia do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, os manifestantes concentraram-se em frente ao parlamento sob forte presença policial.

As manifestações seguiram-se ao anúncio recente do governo grego de que apenas pessoas vacinadas teriam permissão para frequentar bares, restaurantes, cinemas e outros locais públicos.  De acordo com as novas diretrizes do governo grego, o acesso aos locais e espaços públicos somente seria permitidos para aqueles que foram totalmente vacinados ou têm imunidade por terem contraído o vírus nos últimos seis meses.

O plano também prevê a existência de locais mistos, onde seria permitido o acesso de pessoas não vacinadas, desde que exibam um resultado negativo no teste rápido ou PCR para Covid-19. Profissionais de saúde também precisarão ser vacinados de acordo com as novas regras, e aqueles que se recusarem poderão ser demitidos.

O plano prevê também a vacinação obrigatória para os integrantes das forças armadas gregas, incluindo recrutas. Adolescentes serão incentivados a tomar a vacina com a permissão dos pais, outra mudança que irritou os manifestantes.

O protesto de quarta-feira foi a maior demonstração de oposição à vacinação obrigatória: “Cada pessoa tem o direito de escolher, e estamos escolhendo que o governo não escolha por nós”, afirmou Faidon Vovolis, cardiologista que é um dos líderes dos protestos, e que questiona a validade científica do uso de máscaras faciais, bem como as próprias vacinas.

O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis afirmou que as novas medidas que entraram em vigor nesta sexta-feira (16/07) e permanecerão válidas até o final de agosto, são uma punição para os gregos que “se divertem muito” e se recusam a tomar a vacina, uma afirmação própria de quem possui vocação ditatorial. O premier ainda arrematou: “não é a Grécia que é um perigo, mas os gregos não vacinados”. Informações de Euro News | Greeke Reporter | Summit News.


Colabore Doando Pelo PIX: 02259742823


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE