por paulo eneas
O Presidente Bolsonaro teve alta hospitalar na manhã deste domingo (18/07) após ficar quatro dias internado no Hospital Vila Nova Star em São Paulo (SP) para tratar de um quadro de suboclusão intestinal. O presidente continuará em acompanhamento ambulatorial, e não foi necessária a realização de cirurgia.

Antes mesmo da alta hospitalar, o presidente havia participado via teleconferência virtual de um evento de inauguração de uma agência da Caixa Econômica Federal na cidade Missão Velha (CE).

O boletim médico divulgado no sábado já antecipava a possibilidade de alta. O presidente afirmou na saída que não irá seguir a recomendação médica de despachar da residência oficial no Palácio da Alvorada, e já nesta segunda-feira estará despachando normalmente a partir do gabinete presidencial no Palácio do Planalto.

Ao deixar o hospital, o presidente concedeu entrevista coletiva onde voltou a defender o voto auditável e criticou a posição que tem sido tomada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luis Roberto Barroso, que tem atuado explicitamente contra a aprovação da medida, via emenda constitucional, pelo Congresso Nacional.

O presidente voltou a lembrar que a tecnologia usado em nosso sistema eleitoral é dos anos noventa do século passado, e insistiu na necessidade da apuração pública dos votos: “a apuração  tem que ser também pública, temos que afastar aquela história de que quem ganha eleição não é quem vota, mas quem conta os votos”.

Depois de questionar as atuais pesquisas eleitorais, que projetam vantagem para o ex-presidiário petista, o presidente sinalizou sua intenção de vetar artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada na semana passada que prevê aumento para R$5.7 bilhões da verba pública destinada ao fundo eleitoral para os partidos políticos.

Conforme esperado, o presidente defendeu os parlamentares da base bolsonarista que votaram a favor da nova Lei de Diretrizes Orçamentárias, mesmo ela contendo o dispositivo que prevê o aumento do fundo eleitoral.

A posição do presidente não poderia ser diferente no que diz respeito à LDO, pois o projeto foi enviado pelo governo, e a inclusão do aumento do fundo eleitoral foi feita durante sua tramitação na Câmara dos Deputados. No entanto, isso não exime de responsabilidade a péssima articulação política da base parlamentar bolsonarista, cuja maioria optou por votar a favor da LDO com o artigo contendo o aumento do fundo eleitoral.

Na reportagem que publicamos semana passada intitulada Necessidade de Aprovar LDO Não Justifica Votar A Favor de Uma Lei Que Aumentou Para R$5.7 Bilhões O Fundo Eleitoral, afirmamos que a base errou ao votar em favor da LDO contendo o artigo do aumento do fundo eleitoral. Em vídeo publicado posteriormente nas redes, o ex-Ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez considerações semelhantes sobre o tema, em linha com o nosso entendimento, o qual mantemos. O vídeo de Abraham Weintraub pode ser visto abaixo.

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