por angelica ca e paulo eneas
O governo italiano aprovou nesta quinta-feira (22/07) o chamado passaporte sanitário ou green pass, que será obrigatório a partir de 5 de agosto. Os habitantes da Itália serão obrigado a exibir comprovante de vacinação contra o coronavírus, ou certificado de cura da doença, ou exame negativo para acessar mesas em áreas fechadas de bares e restaurantes.

O primeiro-ministro italiano Mario Draghi assinou um decreto no mesmo dia em que lançou oficialmente o green pass no país.

A exibição do passaporte também será obrigatória para se ter acesso a grandes eventos, visitas em lares de idosos, bem como para viagens no interior do país. O passaporte também passará a ser exigido para o acesso a espetáculos ao ar livre, centros termais, piscinas públicas, academias, feiras, congressos, concursos, teatros e cinemas.

O documento será concedido a três categorias: pessoas totalmente vacinadas contra a Covid-19 ou que tenham tomado a primeira dose há pelo menos 15 dias; curados da doença nos seis meses anteriores; ou indivíduos que testem negativo em exames PCR ou de antígeno nas 48 horas anteriores. O passaporte terá sua versão digital ou em papel, contendo um código QR para leitura por scanner. O passaporte ainda virá nos idiomas italiano e inglês, francês ou alemão.

A imposição do passaporte de vacinação obrigatório constitui-se na consolidação de um mecanismo de restrição de direitos civis em nome de uma suposta segurança de saúde.

Com a nova medida, os italianos passam a ser divididos entre os cidadãos detentores de direitos plenos, desde que vacinados, e os cidadãos com direitos restringidos por não terem se submetido à vacinação experimental ou por não comprovarem que estão saudáveis. A medida constitui-se assim em um modelo perfeito de autoritarismo. Informações de Financial Express | The Local | Terra Notícias.


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