por paulo eneas
Conforme já era esperado, a repressão política deu mais um passo na ilha presídio controlada pela ditadura comunista cubana. O regime iniciou esta semana os julgamentos sumários dos manifestantes detidos nos protestos realizados no início deste mês de julho, os maiores já ocorridos nas últimas décadas contra a ditadura comunista da ilha.

As pessoas que participaram das manifestações estão sendo julgadas sumariamente, sem qualquer possibilidade de exercício de defesa, por supostos crimes de desordem pública, incitação ao crime e desacato a autoridades. Os condenados poderão ser punidos com até um ano de prisão.

Em um destes julgamentos coletivos sumários já realizado esta semana, dois manifestantes foram condenados a dez meses de cadeia, enquanto outros dez foram sentenciados a um ano de reclusão. Os familiares dos condenados afirmam que as vítimas da perseguição por parte do regime comunista sequer puderam contratar advogados ou preparar a defesa.

Estima-se que cerca de quinhentas pessoas foram detidas pela ditadura comunista cubana durante os protestos no início deste mês. A maior parte destas pessoas permanecem detidas e devem ser levados diretamente a julgamento sumário nos próximos dias. Na prática estas pessoas já estão condenadas, e os julgamentos serão apenas uma fachada.

O desfecho da revolta cubana foi aquele esperado, e que havíamos antecipado aqui no Crítica Nacional: sem apoio concreto externo, enquanto a ditadura comunista recebe apoio material firme da Rússia e da China, os revoltosos cubanos viram-se sozinhos e entregues à própria sorte. A revolta foi esmagada diante da covardia de governos como dos Brasil e Estados Unidos, que limitaram-se a publicar uma pífia e inócua nota de repúdio.


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