por paulo eneas
Na entrevista à Jovem Pan nesta quarta-feira (04/08), onde foram reveladas a confissão da própria justiça eleitoral sobre as vulnerabilidades de seus obsoletos sistemas de votação eletrônica, o Presidente Bolsonaro teve ao seu lado um deputado do campo conservador, Filipe Barros (PSL-PR), que foi competente e leal o bastante para, mais do que qualquer outro aliado de ocasião, dar-lhe o mais importante suporte na luta que o presidente vem travando pela lisura no processo eleitoral.

Diferentemente da live da quinta-feira anterior, que foi muito criticada e com razão por vários apoiadores, desta vez o o presidente pôde contar com o apoio de um parlamentar que conservador que fez o trabalho correto e foi em socorro ao presidente, municiando-o de informações robustas. Também diferentemente da live de quinta-feira, não houve vazamentos prévios, como ficou evidenciado pelo silêncio do TSE durante a entrevista.

O deputado Filipe Barros não é do Centrão. Ele seguramente não faz parte do imaginário e inexistente Xadrez 4D que parte da base governista acredita existir e que usa como argumento auto-enganoso para justificar os erros de estratégia que o governo comete quando se afasta dos seus aliados históricos fiéis: os conservadores.

O segmento bolsonarista que ainda acredita em um imaginário Xadrez 4D, e em nome desta fantasia política faz vista grossa até mesmo quando setores do governo abraçam e encampam pautas esquerdistas, como o Ministério da Saúde e a Resolução 619/2019 do Conselho Nacional de Saúde fazendo apologia do assassinato de fetos, precisa de um choque realidade.

Este choque de realidade consiste em entender que não existe tal xadrez. O que existiu no que diz respeito às revelações feitas na entrevista do Presidente Bolsonaro e do deputado Filipe Barros foi o trabalho competente de um parlamentar conservador e aliado fiel aos valores defendidos pelo presidente. Um trabalho que foi desenvolvido sem alarde e sem pirotecnia enquanto, em contraste, aliados de ocasião como os parlamentares do Centrão, operavam justamente na direção oposta, contra aquilo que o presidente defende: a lisura e transparência das eleições.


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