por paulo eneas
Uma jornalista da CNN norte-americana, provavelmente uma feminista que luta contra a “opressão machista” do homem cristão ocidental, mas que não vê problema algum em usar uma burka (até por que, se não usar poderá ser apedrejada até a morte) afirmou diretamente de Kabul que os terroristas islâmicos do Talibã que estão tomando o poder no Afeganistão estavam “entoando morte à America, mas pareciam amigáveis ao mesmo tempo”.

Mais do que motivos de chacota e escárnio, a afirmação feita com naturalidade pela jornalista norte-americana revela a doença mental que abateu-se sobre as elites do Ocidente em decorrência de décadas de marxismo cultural e completa corrupção da inteligência, do sentido da linguagem, e até mesmo do senso de proporções.

Esse marxismo cultural, que teve e tem na mordaça do politicamente correto uma de suas principais armas para determinar quais são os discursos proibidos e também quais são os discursos obrigatórios, tem levado parcela a elite ocidental a subverter a função primária da linguagem: em vez de descrever a realidade, a linguagem passa ser instrumento de sua negação e obliteração completa.

A jornalista da CNN norte-americana que disse tamanha estultice não é ignorante. Ela sabe que os terroristas do Talibã promovem estupros, relegam a mulher à condição de subespécie humana, promovem decapitações. Ela seguramente sabe disto, mas o uso doentio que ela faz da linguagem a impede de descrever a realidade. Pelo contrário, o politicamente correto a obriga, ou ela convenceu-se da necessidade, a dizer que existe algo de amigável nos Talibãs.

Da mesma forma que a jornalista da CNN Brasil muito possivelmente sabe que a última coisa com que os afegãos em fuga nesse momento iriam se preocupar é com máscaras. Mas isso não a impediu de exibir sua submissão ao politicamente correto para observar no ar e ao vivo que os afegãos em fuga em Kabul estavam sem máscaras.

A subversão completa da função primária da linguagem, que é a de descrever de modo mais fiel possível a realidade e sua substituição pela função de negação dos aspectos relevantes da realidade, constitui-se no principal da sintoma da doença mental que o progressismo inoculou na sociedade ocidental.



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