por paulo eneas
Há décadas a esquerda brasileira vive o fetiche de um golpe militar imaginário como razão última de sua auto vitimização histérica, que por sua vez serve de base para justificar seu endosso a todo tipo de ilegalidade e de práticas autoritárias que atentam contra a lei, contra o ordenamento institucional e contra as liberdades fundamentais.

Para a mentalidade psicopata de um esquerdista, existe sempre um golpe militar à espreita, golpe este que estaria supostamente ameaçando seu idolatrado estado-democrático-de-direito, que é o regime que assegura a hegemonia do pensamento esquerdista e legitima o banimento do debate público de qualquer pensamento divergente.

A retórica golpista acalentada pela esquerda repete a máxima atribuída a Lenin, que ensina os comunistas a acusarem seus inimigos daquilo que eles mesmos, os comunistas, fazem.

O fato é que desde o início do Governo Bolsonaro, nunca existiu qualquer ação concreta do presidente que estivesse fora dos limites constitucionais.

Por sua vez, assistimos no período recente a um crescendo de iniciativas de agentes públicos que estão em clara desacordo com a Constituição Federal, incluindo iniciativas que atentam contra a liberdade de expressão e contra as prerrogativas institucionais do Chefe de Estado.

Este crescendo de autoritarismo é e tem sido acompanhado da completa omissão do Poder Legislativo, e também da conivência e do endosso suicidas da velha imprensa aparelhada pela esquerda, que acredita que nunca poderá algum dia no futuro ser ela também vítima destas ações autoritárias.

Esta mesma velha imprensa que hoje aplaude e endossa por conveniência política de momento e de circunstância o descalabro institucional que abateu-se sobre o país, não podendo ignorá-lo, procura justificar este descalabro atentatório às liberdades como sendo um suposto antídoto às imaginárias e inexistentes pretensões golpistas do Presidente da República.

A velha imprensa não consegue apontar um único ato concreto sequer do Presidente da República que seja claramente atentatório às instituições, até por que tais atos não existem. Mas ao mesmo não consegue perceber nos supostos antídotos a estes atos imaginários o verdadeiro ovo da serpente do autoritarismo.

Este comportamento esquizofrênico faz hoje com que a velha imprensa não tenha capacidade nem mesmo de oferecer ao seu público uma descrição honesta da situação do país. Pelo contrário, ela oferece ao seu público um anti-retrato que descreve não a realidade, mas sim seus fetiches golpistas embalados numa histeria.


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