por paulo eneas
Em seu discurso nas Nações Unidas nesta terça-feira (21/09), o presidente Bolsonaro tratou da questão ambiental, um dos temas mais caros para agenda dos globalistas. O presidente afirmou em determinado trecho:

“Nossa moderna e sustentável agricultura de baixo carbono alimenta mais de um bilhão de pessoas no mundo e utiliza apenas 8% do território nacional. Nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa”.

A afirmação acima não deveria de maneira alguma ser motivo de orgulho, e constitui-se em um “pagamento de pedágio midiático” à agenda ambientalista dos globalistas que vem sendo imposta há anos no Brasil pelo lobby de ONGs internacionais, por meio de uma legislação ambiental que é a mais draconiana do mundo todo.

Esta agenda ambientalista, que é essencialmente uma agenda de não-desenvolvimento econômico ancorada em bases ideológicas que se utilizam de pseudociência, tornou-se um dogma geopolítico incontestável e todos os governantes do Ocidente parecem ter se rendido a ela como se fosse demonstração de virtude.

O fato de o Brasil usar apenas 8% de seu território nacional para atividade agrícola, o que corresponde a uma fração diminuta da área total agricultável, representa uma imposição que jamais seria aceita por qualquer outro país soberano, pois esta restrição implica na imposição de limites ao uso do potencial econômico do país.

Como o próprio presidente afirma, de fato “nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa”. E ela é de fato completa no sentido de dificultar e muitas vezes inviabilizar a atividade econômica em nome do meio ambiente.

Além disso, essa legislação atenta contra o direito de propriedade, uma vez que em determinadas regiões do país a propriedade é apenas nominal: o proprietário da terra não pode produzir em até 80% de sua propriedade, que deve ser preservada para fins ambientais. Ou seja, trata-se de um enorme passivo imobilizado.

Além disso, o proprietário tem que arcar com os custos de recuperação ambiental em sua propriedade no caso de ocorrências, naturais ou não, que venham a alterar aquele meio ambiente.

A expectativa que havia no início do governo
A expectativa que havia quando do início do Governo Bolsonaro era de uma progressiva e gradual mudança desta legislação restritiva que, insistimos, foi toda ela imposta na era tucano-petista por meio de forte atuação lobista de ONGs ambientalistas internacionais.

Ciente deste problema, o então deputado federal e pré-candidato presidencial Jair Bolsonaro chegou até mesmo a afirma que, se dependesse dele, o Ibama seria extinto. Mas iniciado o governo, optou-se por “procurar fazer melhor” no escopo desta mesma legislação, na ilusão de mostrar ao mundo uma faceta ambientalmente correta.

De nada adiantou esta estratégia, pois desde o início de seu governo, o Presidente Bolsonaro é acusado falsamente e injustamente de ser “inimigo do meio ambiente”. Acusações que envolvem desde narrativas patéticas, como a de girafas imaginárias morrendo queimadas na Amazônia, até agressões à nossa soberania feitas por governantes como Emmanuel Macron.

Estas narrativas mentirosas e falsas são todas elas respaldadas ou produzidas pelas mesmas forças globalistas nacionais e estrangeiras que nos impuseram a atual legislação ambiental que o presidente erroneamente elogiou em sua fala nas Nações Unidas. Ou seja, de nada adiantou querer agradar ao inimigo na ilusão de querer melhorar a imagem.

O fato é que o Brasil é o maior produtor agrícola mundial, e poderia ter uma produção muito maior e gerar muito mais riqueza nacional não fossem as leis ambientais draconianas que, repetimos de novo, nos foram impostas pelo lobby ambientalista internacional nos últimos anos. Leis estas que o governo não tomou iniciativa alguma para alterar, preferindo adequar-se ao status quo.

Um país como o Brasil deveria usar sua condição de ser o celeiro do mundo para definir soberanamente sua política ambiental, de acordo com seus interesses nacionais. Em vez disso, optou por continuar aceitando a imposição externa de uma política ambiental que lhe é hostil e atentatória à nossa soberania.

E este erro, no qual o atual governo persistiu, foi coroado por esse segmento do discurso do Presidente Bolsonaro na Assembleia das Nações Unidas. Um segmento de discurso que serviu muito mais para mostrar como o país é “bem comportado ambientalmente” e prossegue fazendo a lição de casa que os globalistas lhe impuseram há anos e que continua a prevalecer.


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