por paulo eneas
O jornalista Wellington Macedo, preso no dia 3 de setembro a pedido da Procuradoria Geral da República por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do inquérito que investiga atos supostamente antidemocráticos, corre o risco de morrer na prisão, segundo relata sua esposa Andressa Aguiar.

Em mensagem publicada nesta terça-feira nas redes sociais, a esposa do jornalista afirmou:

“O meu esposo está morrendo na cadeia. Alguém faz alguma coisa, pelo amor de Deus. Há 18 dias [está] sem comer e agora não consegue nem beber água. [Ele] não aguenta mais dois dias”.

Wellington Macedo está preso no Presídio da Papuda, em Brasília (DF), e está em greve de fome. Segundo informa o Blog de Ricardo Antunes, o jornalista está incomunicável, e não recebe visitas nem mesmo da família. Ainda segundo o blog, o jornalista teria se comunicado com seus advogados apenas duas vezes: no dia posterior à sua prisão e no dia 18 de setembro.

Até o momento foram impetrados dois pedidos de soltura do jornalista. O primeiro pedido, um habeas corpus, foi impetrado logo após a prisão, mas foi negado pelo ministro Luís Roberto Barroso. Um segundo pedido, de relaxamento da prisão, foi encaminhado cerca de uma semana depois ao ministro Alexandre de Moraes, que ainda não tomou decisão a respeito.

A prisão de Wellington Macedo junta-se às prisões do deputado federal Daniel Silveira e do presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson. Todas estas prisões são consideradas ilegais, no entender de diversos juristas que se manifestam a respeito, o que confere a estas pessoas a condição de presos políticos.

A despeito da condição dramática em que se encontra o jornalista Wellington Macedo, nem o Ministério dos Direitos Humanos nem o Ministério da Justiça manifestaram-se até agora a respeito. Da mesma forma, o Presidente da República até o momento não disse uma única palavra a respeito da prisão de seu apoiador.


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