por angelica ca e paulo eneas
Um conjunto de documentos que foram vazados mostra que cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan, na China, e seus parceiros afiliados tentaram garantir cerca de US$ 14 milhões junto ao DARPA, Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, que é o do braço científico do Pentágono.

O objetivo seria obter financiamento de pesquisas destinadas a fazer alterações genética de alguns tipos de vírus, incluindo o coronavírus de morcego, para torná-los mais infecciosos para seres humanos. As informações foram divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph, em artigo publicado e março do ano passado.

Cerca de um ano e meio antes da eclosão da pandemia do vírus chinês, os cientistas em Wuhan, China, teriam enviado uma proposta para aerotransportar e liberar na natureza uma versão aprimorada do coronavírus.

O objetivo seria inoculá-los para fins de atuar contra doenças que poderiam atingir os seres humanos, segundo informa também o jornal The Telegraph em outro artigo mais recente de setembro deste ano, tomando por base propostas de doações que foram vazadas para o público em 2018.

Ainda segundo o The Telegraph, estas descobertas foram reveladas uma equipe formada por cientistas de todo o mundo, que se propuseram a investigar as origens da Covid-19. Os documentos obtidos pela equipe, e cuja autenticidade foi confirmada por ex-funcionários do governo dos Estados Unidos, mostram que a DARPA recusou o pedido, alegando o risco que pesquisas de ganho de função representariam para a população humana.

O Telegraph observa que os documentos revelam que os cientistas de Wuhan propuseram planos para liberar nano-partículas de penetração na pele contendo novas proteínas de pico (spike proteins) do coronavírus de morcegos das cavernas em Yunnan, China.

Os documentos também mostram que o plano envolvia alterar geneticamente os coronavírus dos morcegos para adicionar “locais de clivagem específicos para humanos”, essencialmente tornando mais fácil para o vírus entrar nas células humanas.

Isso é exatamente o que foi descoberto quando o Covid-19 foi sequenciado geneticamente pela primeira vez, o que levou muitos cientistas a sugerir que o vírus tinha sido geneticamente manipulado em um laboratório.

Os documentos revelam ainda que as mesmas personagens já sob escrutínio em relação à pesquisa de ganho de função em Wuhan foram as que enviaram tais planos ao DARPA. Entre eles, o zoólogo britânico Peter Daszak, da EcoHealth Alliance, que mais tarde tentou encerrar o debate científico sobre a possibilidade de um vazamento do coronavírus em laboratório, quanto a Dra. Shi Zhengli, a “mulher morcego”, estavam diretamente envolvidos.

Angus Dalgleish, professor de oncologia na Saint Georges London University, afirma que a pandemia foi provavelmente resultado de um vírus geneticamente alterado e que a pesquisa sobre ganho de função pode ter sido realizada mesmo sem o financiamento solicitado à DARPA:

“Trata-se claramente de um ganho de função, a engenharia do local de clivagem e o polimento dos novos vírus para aumentar a infectabilidade das células humanas em mais de uma linha celular”, afirmou Angus Dalgleish. Fonte: The Telegraph | Zero Hedge | Great Game India | Summit News


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE