Durante o depoimento do empresário Otávio Fakhoury, o elemento comum presente em praticamente todas as perguntas formuladas pelo senadores na CPI da Pandemia do Senado Federal é o uso de premissas falsas para fundamentar suas inquirições. O senadores usam com naturalidade expressões como gabinete de ódio, como se este fosse uma realidade material.

Falam de medicamentos sem comprovação científica, ignorando a pesquisa e a prática médica realizadas em todo o mundo voltadas para o tratamento de pessoas com covid por meio do uso de fármacos reposicionados. Práticas estas que têm efetivamente salvado a vida de inúmeras pessoas, como mostra a bem-sucedida experiência do estado de Utah Pradesh, na Índia.

Outras premissas falsas usadas procuram colocar a crítica e a opinião sobre determinados temas no mesmo patamar de crimes reais, como a incitação ao crime e ameaças concretas. O conceito de imunidade de rebanho, que descreve o platô de uma epidemia, é falsamente apresentado como sendo estratégia para lidar com a pandemia.

Estas premissas falsas são acompanhadas por termos e expressões criadas unicamente para fins de narrativa, tais como discurso de ódio, fake news, negacionista. Uma vez que as premissas usadas são todas falsas e ancoradas em termos criados para fins de narrativa, as perguntas, e mesmos as respostas dadas, perdem substância.


 

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