por paulo eneas
O veto presidencial, correto, à lei dos absorventes estatais deveu-se unicamente à falta de fonte de recursos e problemas logísticos? Não há uma única liderança política bolsonarista com coragem de vir a público para dizer que o projeto também deveria ser vetado por
representar uma concepção de papel do Estado contrária àquela que os conservadores e a direita defendem?

Não há liderança política com coragem de romper a espiral de silêncio imposta à própria direita que a impede de criticar as políticas progressistas e defender aquilo que a direita e os conservadores acreditam? Seria esta espiral do silêncio uma consequência do fato de muitas destas políticas progressistas da esquerda terem sido incorporadas pelo atual governo?

Por que nenhum parlamentar bolsonarista vem a público para dizer que não cabe ao Estado cuidar da intimidade das mulheres, que isso é uma intromissão estatal inaceitável na vida privada e que esta intromissão é pautada pelo vitimismo esquerdista, e por isso deve ser rechaçada?

A omissão a este aspecto para a defesa do veto, a referência exclusiva à falta de fonte de recursos, aparentemente representa mais um pedágio que o bolsonarismo está pagando à mentalidade e à agenda progressista, para mostrar-se aceitável ao establishment político e à opinião pública controlada pela mídia mainstream.


 

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