por paulo eneas
Em publicação feita na sua rede social na noite desta segunda-feira (11/10), a ministra Damares Alves informou que o Governo Federal irá apresentar nos próximos dias um programa de distribuição de absorventes íntimos para mulheres. Segundo informa a ministra, o programa já vem sendo elaborado no Ministério dos Direitos Humanos e da Mulher.

Quando do veto parcial do presidente ao projeto de lei aprovado no Congresso instituindo este programa, a ministra afirmou que via mérito na iniciativa e que o veto parcial deveu-se unicamente a razões técnicas, uma vez que a lei não indicava a fonte de recursos para custear a distribuição estatal de absorventes. Ela disse também que iniciativa semelhante estava em andamento em sua pasta.

No comunicado em sua rede social, a ministra não informou de onde virão os recursos para custear o programa, nem deu detalhes sobre qual a logística que será empregada para sua viabilização.

O fato de o próprio Governo Federal ter tomado a iniciativa de um programa assistencialista como este é mais uma evidência de como as pautas da esquerda avançam e fluem com facilidade no Governo Bolsonaro.

Este avanço das pautas esquerdistas ocorre especialmente sob a batuta da ministra Damares Alves no Ministérios dos Direitos Humanos, que se tornou a pasta mais dedicada à implementação das agendas ideológicas identitárias e assistencialistas da esquerda em todo o governo federal, sempre com o endosso e aval do próprio Presidente Bolsonaro.

Até mesmo a promessa do então candidato Jair Bolsonaro de proteger e blindar as crianças e adolescentes da agenda ideológica esquerdista foi quebrada pela ação direta da ministra Damares Alves, que atuou pela aprovação da Lei 14.164 sancionada pelo presidente em 10 de junho deste ano.

A Lei 14.164 altera a  Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e institui conteúdos sobre a prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica, e cria a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher.

O efeito prático da lei será o de dar respaldo e guarida legal ao proselitismo ideológico feminista para crianças da educação básica, atendendo assim um antigo pleito da agenda esquerdista.

Nestes dois casos, os bolsonaristas não podem nem mesmo usar o argumento de que o Poder Judiciário e o Congresso Nacional impedem o presidente de governar. Pois tanto o programa assistencialista de distribuição estatal de absorventes quanto a lei criando a semana de doutrinação feminista na educação infantil foram iniciativas de vontade própria do governo.

Estas iniciativas ocorreram por que o governo tem cedido espontaneamente à agenda ideológica da esquerda para fazer a implementação destas políticas, que estão na contramão do programa conservador aprovado nas urnas em 2018.


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