por paulo eneas
O Presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes falaram na tarde desta sexta-feira (22/10) para a imprensa na sede do Ministério da Economia. O presidente confirmou a permanência de Guedes na chefia da pasta.

O chefe de governo anunciou mais formalmente a decisão de conceder uma ajuda mensal de $R400,00 aos caminhoneiros autônomos em vista do próximo aumento que irá ocorrer nos preços dos combustíveis.

O presidente confirmou também a intenção de elevar o valor do Bolsa Família, agora renomeado como Auxílio Brasil, para $R400,00 mensais e insistiu que a medida será feita com “responsabilidade” no que diz respeito ao controle dos gastos públicos.

Em sua fala, o ministro Paulo Guedes discorreu sobre o que ele chamou de conflito entre a área política do governo, interessada em expandir gastos públicos em programas sociais, e a área econômica, preocupada em manter os dispêndios dentro do limite do teto de gastos.

Paulo Guedes admitiu que o reajuste no valor do Auxílio Brasil implicará em um aumento dos gastos públicos acima do teto atualmente fixado, e fez menção à PEC dos Precatórios em tramitação na Câmara dos Deputados, que irá elevar o teto de gastos e abrir uma janela adicional de mais de R$80 bilhões.

A crise surgida esta semana na área econômica está relacionada diretamente ao Centrão que, por meio dos ministros Ciro Nogueira e Fabio Faria, passou a demandar do governo uma elevação dos gastos com os programas assistencialistas que alcançam principalmente a base eleitoral de seus políticos.

Esta demanda, que é essencialmente eleitoral da parte do Centrão, entrou em rota de colisão com as diretrizes de disciplina fiscal da pasta da Economia. O conflito fez com que quatro secretários pedissem demissão do Ministério da Economia nesta quinta-feira, conforme noticiamos nesta matéria aqui.

Logo após os pronunciamentos do Presidente Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), um dos chefes políticos do Centrão, publicou mensagem em sua rede social falando do comprometimento com a solidez fiscal do país.

A mensagem contrasta com a trajetória de seu partido e do bloco que chefia, que sempre beneficiou-se eleitoralmente dos gastos públicos de cunho assistencialista, especialmente quando este bloco fazia parte da base de apoio ao governo petista.


 

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