por paulo eneas
Após ampla repercussão negativa, o governo publicou nesta sexta-feira (05/11) no Diário Oficial da União um decreto tornando sem efeito a honraria concedida dois dias antes ao médico Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, conforme reportamos em matéria que pode ser vista neste link aqui. O referido médico e militante esquerdista foi responsável pelo estudo de Manaus (AM)  conduzido no ano passado com doses elevadas de cloroquina e que resultou na morte de ao menos onze pacientes.

O decreto não explica as razões do cancelamento, mas seguramente reflete a péssima repercussão que a concessão da honraria a Marcus Lacerda teve junto aos médicos que desde o início da pandemia do coronavírus empenham-se em procurar tratar pacientes com Covid-19. Não foram informados no decreto anterior os critérios utilizados pelo governo para a concessão da referida honraria.

Cabe questionar por que o presidente não foi alertado, antes de assinar o decreto anterior, que entre os agraciados com a honraria estava um médico militante de esquerda que chefiou um estudo clínico que causou a morte de pacientes por super dosagem de um medicamento que há décadas é sabidamente seguro, quando usado da maneira correta sob orientação médica e conforme prescrito em sua bula.

Segundo uma fonte nossa da área acadêmica, a indicação do nome do médico e militante esquerdista Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda para o recebimento da honraria partiu de Marcelo Morales, o número dois do Ministério da Ciência e Tecnologia. Não foram apresentadas as razões pelas quais o médico faria jus à homenagem.

O decreto de revogação desta sexta-feira é correto, mas não deixa de ser o reconhecimento de um erro. Afinal é de se supor que o Presidente esteja plenamente informado, por pessoas de sua confiança, a respeito de tudo que ele assina. Mas parece não ser este o caso, como mostra a assinatura e sanção da Lei 13.979, que instituiu a vacinação compulsória no país, a despeito da manifestações verbais contrárias da parte do presidente.


 

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