por angelica ca e paulo eneas
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, reconheceu em entrevista ao final de outubro que as políticas de enfrentamento à pandemia do coronavírus adotadas pelo seu país criarão duas classes de cidadãos: os cidadãos de primeira classe, vacinados, e aqueles de segunda classe, não vacinados com menos liberdade do que as pessoas vacinadas.

Jacinda Ardern fez este reconhecimento durante  entrevista ao jornal New Zeland Herald na no final de outubro, na qual discutia o novo sistema de restrições que removerá quase todos os bloqueios para pessoas vacinadas assim que o país atingir taxas de vacinação de 90% em todas as regiões.

O novo sistema de enfrentamento à pandemia, descrito como um sistema de “semáforos”,  irá impor restrições muito mais rígidas aos cidadãos não vacinados, enquanto os vacinados poderão desfrutar de todas as liberdades.

Pelo novo sistema a ser adotado, se houver um novo grande surto de Covid-19 as pessoas vacinadas seriam incentivadas a trabalhar em casa, mas teriam permissão para participar de reuniões e frequentar lojas, bares e restaurantes com relativa liberdade. Porém, as pessoas não vacinadas só poderão se reunir em grupos de até dez pessoas e não poderão ter acesso a restaurantes, bares, academias ou cabeleireiros.

Quando o jornalista do New Zealand Herald sugeriu que o novo sistema significaria duas classes diferentes de pessoas, a premier neozelandesa simplesmente respondeu: “é isso mesmo”.

A facilidade e a naturalidade com que a chefe de governo da Nova Zelândia admite que seu país passará a ter duas “castas” de indivíduos no que diz respeito a direitos civis básicos, são um indicativo de como o ambiente da pandemia ensejou no mundo todo iniciativas autoritárias e ditatoriais nunca antes concebidas nas democracias ocidentais.

Jacinda Ardern acrescentou ainda que o mecanismo de segregação de direitos a ser adotado visa dar confiança aos vacinados em toda a Nova Zelândia:

“As pessoas que foram vacinadas vão querer saber que estão perto de outras pessoas vacinadas, vão querer saber se estão em um ambiente seguro”, disse a premier, em uma afirmação que sugere a fragilidade das vacinas como mecanismo de efetiva imunização.

A Nova Zelândia tem uma das menores taxas de mortalidade por Covid-19 do mundo, tendo registrado um total de 28 óbitos e menos de 6.000 casos desde março de 2020, em um país com cerca de 5 milhões de habitantes. Fonte: Life Site News | Epoch Times | The Telegraph | The Independent.



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