por paulo eneas
A prova do Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) deste ano realizada neste domingo (21/11) trouxe um texto de Friedrich Engels, principal colaborador de Karl Marx, falando de luta de classes a partir da demonização da classe média. A demonização da classe média pelos esquerdistas, em sua quase totalidade oriundos desse segmento social, ganhou vulto há alguns anos quando circulou um vídeo da professora marxista Marilena Chauí em  companhia do chefe petista Lula, no qual ela afirmou que odeia a classe média.

O exame também trouxe uma charge do cartunista Henfil, Henrique de Souza Filho, comunista falecido há alguns anos, admirador do regime cubano, e que sempre foi venerado por toda a esquerda nacional e pelos petistas. Henfil foi o criador do personagem de quadrinhos chamado Graúna, que por muitos anos foi associado à imagem de Lula.

A prova também conteve letras de uma música do compositor Zé Ramalho, “Admirável Gado Novo”, que foi quase um hino não oficial dos movimentos de esquerda dos anos oitenta, além de uma composição de Chico Buarque, que está entre os artistas brasileiros mais engajados no ativismo de esquerda, especialmente na defesa da ditadura comunista cubana.

Ao comentar a prova, o ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou que “se o governo tivesse interferido no Enem 21, algumas das perguntas talvez não estariam ali”. Em entrevista ao Portal G1 o ministro completou: “vocês puderam notar que segue o mesmo padrão nas provas, em nenhum momento podemos discutir quando analisar as questões (…) tentaram politizar a prova e não teve nenhuma interferência”.

A afirmação do ministro traz uma enorme mistura de confusões. Ao dizer que tentaram politizar a prova, o ministro parece negar que a prova trouxe um conteúdo altamente politizado e ideologizado à esquerda. Ao afirmar que a prova segue o mesmo padrão, ele reconhece que que o exame elaborado sob sua gestão à frente do MEC manteve o mesmo padrão ideologizado dos exames anteriores.

Ao afirmar que “não houve interferência” o ministro paga pedágio para uma narrativa que tenta, e consegue, impor ao governo a ideia estapafúrdia de que o governo não pode definir as políticas públicas, o que inclui diretrizes para um exame nacional de educação, pois qualquer iniciativa nesse sentido seria uma “interferência”.

Observa-se assim que o governo federal assimilou a ideia de “não interferência” conforme ditada pelos inimigos. Ou seja, o governo deixa de fazer certos embates (a rigor não faz embate algum) na esfera das políticas públicas que devem ser definidas pelo governo para não ser acusado de “interferência”. Desta forma o governo comete o mais primário dos erros na guerra política que é jogar pela regras ditadas pelo inimigo.


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